A seleção de fundos de investimento é uma tarefa que tem exigido mestria, mas também uma atualização constante por parte de quem a executa.

Quais os critérios que impactam a seleção de um fundo hoje em dia? Como é que a “batalha” gestão ativa vs passiva afeta o trabalho de quem seleciona? Ou até que exigências fazem hoje os selecionadores às gestoras de ativos que não faziam no passado? São tudo questões que exploramos com cinco selecionadores de fundos nacionais, e dois profissionais de desenvolvimento de negócio de duas gestoras internacionais.

“Uma das coisas que vemos a acontecer é um aumento na nossa predisposição aos fatores ESG. Acreditamos ser imprescindível apoiar empresas que estão alinhadas com a sustentabilidade do planeta e têm boas políticas de governação” – Rui Castro Pacheco, Banco Best

“É fundamental assumir o papel de analista e de consultor, de modo a que seja possível aferir, de preferência através de diálogo, se a gestão do fundo em análise corresponde ao que está determinado” – João Paulo Silva, Novo Banco

“Quando se está perante volatilidade tudo gira em torno da gestão do risco, mas não podemos esquecer as boas oportunidades de investimento que podem surgir quando os mercados estão voláteis” – Luis Beltrami, Flossbach von Storch

“Passámos a incluir no nosso processo de seleção, de uma forma mais sistematizada, uma avaliação ESG dos fundos a selecionar” – Inês Castro, DWM do Millennium bcp

“[À parte de toda a informação quantitativa na due dilligence a uma entidade gestora] temos também toda a informação qualitativa. É verdadeiramente relevante e o selecionador de fundos não tem forma de a conseguir de terceiros” – Ramón Carrasco, Carmignac

“Nas carteiras dos nossos clientes adotamos estratégias ativas e estratégias passivas, mas como o tempo é um recurso escasso aplicamo-lo à seleção e monitorização de fundos com estratégias ativas” – Paulo Pacheco, CFA, Banco Português de Gestão

“Exigimos dos gestores ativos que sejam explícitos e consistentes, transparentes quanto aos objetivos que pretendem atingir, preocupados com o investidor, disponíveis, diligentes e proativos” – Ana Onofre, Montepio Gestão de Activos