Capital Group New Perspective: subtil mudança de alguns investimentos growth para empresas cíclicas

Steve Smith, Capital Group. Créditos: Cedida (Capital Group)

O Capital Group New Perspective Fund (Lux) é uma estratégia de ações globais com Selo FundsPeople 2021, com as classificações de Favorito dos Analistas e Blockbuster. Procura investir a longo prazo em empresas que sejam tanto líderes mundiais atualmente como no futuro e que possam beneficiar de uma mudança transformacional a longo prazo. Em concreto, trata de investir num espectro de empresas multinacionais, que vão desde os campeões mundiais na sua fase inicial até estarem bem consolidados hoje em dia.

Tal como explica à FundsPeople, Steve Smith, diretor de Investimentos da Capital Group, os gestores (o fundo é gerido por vários profissionais) fixam-se nas empresas que estão a impulsionar, a dar forma e a beneficiar diretamente dos padrões em mudança do comércio mundial e das mudanças seculares multigeracionais na economia mundial. “Desde o seu lançamento em 1973, centra-se em empresas duradouras, mas ágeis. São empresas que beneficiam da mudança estrutural e de identificar e adiantar-se a décadas de mudança transformacional”.

No seu entender, a abordagem que utilizam múltiplos gestores da Capital Group, conhecida como The Capital SystemSM, é o ponto-chave para combinar as vantagens da diversificação e do investimento de alta convicção. “Esta abordagem combina uma variedade de gestores que têm diferentes pontos de vista e estilos de investimento complementares. Acreditamos que esta diversidade de pontos de vista, experiências, estilos e capacidades ajuda a conseguir resultados mais consistentes a longo prazo”, sublinha o especialista.

O resultado é uma carteira que oferece aos investidores uma vasta exposição a diferentes oportunidades de investimento a longo prazo, independentemente do lugar onde está domiciliada a empresa. “A abordagem diversificada e flexível da estratégia permite à carteira evitar a longo prazo as condições económicas e de mercado em constante mudança.

Posicionamento

Com a normalização das expectativas de inflação e a retoma da atividade económica após a pandemia, o contexto económico deve ser favorável para um amplo leque de empresas. Não obstante, os gestores da carteira do New Perspective não veem as oportunidades de investimento atuais como algo binário. “As oportunidades de crescimento cíclico e secular coexistem no portefólio, e o portefólio é apoiado por uma ampla base de investimentos core e fundamentais.”

Para investimentos sensíveis à economia, a carteira está exposta a várias empresas dos setores financeiro, de viagens e aviação, de lazer e hotelaria e de construção. Aproximadamente um terço das participações são investidas em empresas definidas como empresas de valor ou valores core. As empresas que poderiam beneficiar de uma recuperação económica global incluem a J.P. Morgan e a Airbus.

Para captar oportunidades de crescimento secular, o portefólio investe em temas disruptivos de longo prazo. “Os investimentos nesta área costumam ser caracterizados por empresas que atuam em mercados grandes e em expansão e com baixa penetração. Isto leva a faixas de crescimento potencialmente muito amplas. Com isto referimo-nos a áreas como computação em nuvem, e-commerce e pagamentos digitais. Também média ou entretenimento digital, infraestrutura digital e eletrificação de veículos. Alguns exemplos são ASML, Amazon e TSMC”.

O portefólio também é apoiado por um conjunto de empresas que muitas vezes apresentam características de crescimento duradouro e resiliente. “Estas empresas fornecem uma base ampla e estável para o portefólio. Entre elas estão empresas em crescimento, como a Nestlé. Modelos de negócio baseados em subscrições com fluxos de ganhos regulares, como a Microsoft e a London Stock Exchange Group. Líderes na indústria e logística. Empresas de robótica e automação industrial, como a Honeywell. E até impulsionadores de sustentabilidade, como a Orsted (eólica offshore)”, detalha Smith.

Mudanças na carteira

As alterações feitas ao portefólio durante o primeiro trimestre de 2021 foram uma continuação das alterações iniciadas em 2020. O portefólio foi renovado de uma perspetiva bottom-up e não foi sujeito a uma rotação generalizada. Em vez disso, empresa por empresa, foi-se realizando uma mudança subtil de alguns dos investimentos de crescimento de longa duração que apresentaram retornos sólidos, para certas empresas que são cíclicas ou que podem ser sensíveis à economia.

“Por exemplo, no primeiro trimestre deste ano, o portefólio registou quedas líquidas em fabricantes de semicondutores e equipamentos, empresas de entretenimento e média digital e processadores de pagamento. Pelo contrário, os gestores têm ampliado posições nos setores financeiro, industrial e de matérias-primas”, revela o diretor de Investimentos.

Quanto à liquidez, também aumentou. Isto ocorreu devido a uma redução modesta na exposição a ações no primeiro trimestre. Os setores que caíram incluem tecnologia da informação, serviços de comunicação, saúde e consumo discricionário.