CFA Institute anuncia seis melhorias no Programa CFA

Margaret Franklin CFA Institute
Margaret Franklin. Créditos: Cedida (CFA Institute)

O CFA Institute, a associação global de profissionais de investimento, anunciou alterações ao Programa CFA como parte dos seus contínuos esforços para o fazer evoluir.

Estas alterações abordam a forma como os candidatos de hoje aprendem e preparam as carreiras de sucesso como profissionais de investimento, ao mesmo tempo que proporcionam à indústria os profissionais éticos e bem qualificados de que tanto necessita. 

As alterações

  1. Os módulos autónomos de competências práticas digitais serão introduzidos no Programa CFA para ensinar aos candidatos aplicações práticas no trabalho. Os módulos iniciais de competências práticas incluem Modelação Financeira para o Nível I; Competências de Analista no nível II; Fundamentais de Programação Python (Nível I ou Nível II) e Python, Ciência de Dados e Inteligência Artificial (Nível II). Estão a ser desenvolvidos módulos de competências práticas adicionais para o Nível III para a série de exames do calendário de 2025. A partir de 2024, pelo menos um módulo de competências práticas deve estar completo para cada um dos níveis I e II, mas não fará parte do exame.
  1. Serão introduzidos percursos especializados no Nível III a partir de 2025. Existirá um núcleo comum de estudo para os três percursos e no Nível III os candidatos poderão escolher um dos três percursos focados em competências mais específicas: a) Gestão de Carteiras (a versão tradicional do Nível III); b) Private Wealth Management; c) Mercados Privados.

Os três caminhos serão igualmente rigorosos e em busca de uma única credencial: o CFA charter.

3. Uma estratégia de acreditação digital melhorada reforçará o valor das conquistas de Nível I e Nível II para os candidatos na sua jornada pelo Programa CFA. Os comentários dos candidatos sugerem que um reconhecimento formal de terem completado os Níveis I e II seria benéfico na sua procura por estágios profissionais e por posições a tempo inteiro como indicador da seriedade do seu compromisso com uma carreira na profissão de investimento. 

4. O volume de materiais de estudo será reduzido em cada nível para garantir que a preparação do candidato se mantém em cerca de 300 horas para cada exame. "Na nossa investigação, descobrimos que os candidatos de hoje passam significativamente mais de 300 horas a estudar para cada nível do programa CFA. Por isso, melhores práticas estão a ser incorporadas na planificação educativa para garantir que o conteúdo é suficiente, acessível e relevante, mantendo simultaneamente o rigor e o valor agregado do Programa CFA", dizem do Instituto. Alguns conteúdos, introdutórios que a maioria dos candidatos terá aprendido nos seus cursos superiores, irão permanecer disponíveis para os candidatos registados nos materiais preparatórios, mas não serão avaliados nos exames.

5. Materiais práticos adicionais: quando as inscrições para os exames de fevereiro de 2024 abrirem em maio, os estudantes de Nível I terão a oportunidade de comprar o Pacote Prático do Programa CFA, um novo produto que inclui 1.000 novas perguntas práticas e mais seis exames práticos de Nível I. Atualmente, os candidatos têm acesso a dois exames práticos sem custos adicionais oito semanas antes da época de exames. Com base nos inquéritos aos candidatos, foi determinado que existe uma procura significativa por mais exames e perguntas práticas do Programa do CFA Institute. 

6. A elegibilidade para o exame CFA de Nível I foi prolongado por um ano àqueles que estão a dois anos de completar o seu curso universitário

“Estas melhorias representam um marco importante para os nossos candidatos e empregadores na indústria. De facto, são as alterações ao Programa CFA mais significativas desde o seu início em 1963. Conduzimos uma extensa investigação para obter comentários diretamente dos empregadores, candidatos, possíveis candidatos e da indústria em geral para descobrir a melhor maneira de avançar os conhecimentos e competências que fornecemos aos futuros profissionais de investimento”, afirma Margaret Franklin, CFA, presidente e CEO do CFA Institute.