Fundos mais subscritos de junho: fundos de ações mantêm a preferência dos investidores

fundos mobiliários mais rentáveis
Créditos: Etienne Bösiger (Unsplash)

O mês de junho não fugiu à norma e viu os fundos de ações a dominarem o Top 10 de subscritos em ambos os bancos. "Pelo terceiro mês consecutivo, temos no Top apenas um fundo que não é um fundo de ações", conclui a área de investimentos do Banco Best. E o fundo mencionado é um fundo imobiliário, o Property Core Real Estate Fund.

Também Tiago Gaspar, responsável pela Análise e Seleção de fundos do Banco Carregosa, destaca o retorno ao topo de um fundo imobiliário. Adicionalmente explica: "O restantes fundos mais subscritos apenas têm como denominador comum serem fundos de ações".

Fundos mais subscritos em junho de 2022

Banco BESTRating FundsPeople 2022Banco CarregosaRating FundsPeople 2022
Property Core Real Estate FundFundo VIP
BlackRock Global Funds - World Energy FundBlackRock Global Funds - Natural Resources Growth & Income
Schroder International Selection Fund Global EnergyPimco Income FundSim
Fidelity S&P 500 Index FundMSS Asia OpportunitySim
Invesco Gold & Special Minerals Fund E AccumulationNordea 1 North American Starts Equity
BlackRock Global Funds - World Technology FundBlackRock Global Funds - ESG MultiassetSim
Fidelity MSCI World Index FundNordea 1 Latin American Equity
Allianz Global Artificial IntelligenceSimMSS Global BrandsSim
BlackRock Global Funds - Next Generation Technology FundSimPictet Euroland Index
JPMorgan Funds - US Technology FundMSS Global OpportunitySim
Fonte: Informação cedida pelas entidades.

Focando no Top 10 do Banco BEST, destaca-se a presença de dois fundos indexados. "Os dois fundos indexados, os mesmos do mês anterior, são fundos sobre um índice de ações globais e um de ações americanas, com os fundos Fidelity MSCI World Index Fund EUR P Acc e Fidelity S&P 500 Index Fund EUR P Acc, respetivamente", destaca a equipa de investimentos do Banco BEST.

Existem ainda dois grandes temas que marcam presença no Top 10: tecnologia e recursos naturais. "No tema dos recursos naturais, vemos por um lado a energia e por outro os metais. Quanto à tecnologia, tema que domina este mês, temos duas vertentes, uma aponta a empresas e negócios um pouco mais estabelecidos e outra para empresas em áreas mais recentes. Adicionalmente, temos um fundo mais específico sobre inteligência artificial e um, com caris mais regional, a apostar nos EUA", finaliza a equipa.

Do lado do Top 10 apresentado pelo Banco Carregosa destaca-se a presença de um fundo de obrigações, o fundo gerido pela PIMCO, e dois fundos de ações que operam nos mercados emergentes.

Apesar da predominância de fundos de ações, Tiago Gaspar afirma: "Não creio que isto represente um maior apetite pelo risco, pois veremos que nos fundos mais resgatados, os fundos de ações também representam a quase totalidade. Ao nível de inflow/outflow foi um mês muito equilibrado".

Os resgates

"Contrariamente às subscrições onde há alguma diversidade dentro da classe acionista, nos resgates o tema do setor tecnológico domina a tabela. O setor de saúde segue em segundo lugar", inicia Tiago Gaspar. O analista afirma ainda: "O único fundo de obrigações representado no Top 10 de resgates é um fundo bastante agressivo com exposição a crédito (inclusive high yield) e emergentes. Tendo terminado a primeira metade do ano, foi notório que em períodos de aversão ao risco os fundos temáticos são os mais resgatados".

Para a equipa de investimentos do BEST, o único destaque vai para um fundo de ações indexado que opera em mercados emergentes. "No atual contexto de mercado, é possível ver alguns países (produtores de commodities, sobretudo energéticas) com melhores perspetivas quando comparados com outros com taxas de juro e inflação mais altas que podem colocar maiores desafios. Assim, é de crer que este enquadramento seja mais adequado para a gestão ativa efetuar as suas apostas diferenciadas face aos índices mais generalistas", explicam.