O recém implementado serviço de gestão discricionária de carteiras do ABANCA

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O ABANCA lançou o seu novo serviço de gestão discricionária em outubro de 2020. Seis meses depois a entidade, em informação enviada à FundsPeople, atesta que a receção dos clientes e a própria performance das mesmas não podia ser mais positiva.

Embora em Portugal o início da metodologia aplicada a este serviço se possa apelidar de recente, o track record já existia, nomeadamente em Espanha. Mas em que consiste este renovado serviço? Basicamente o serviço assenta e três grandes estratégias/carteiras: Carteiras Alpha Cíclica, Carteiras Alpha Responsável e Carteiras Alpha Exponential Future.

Como o nome indica, as primeiras “têm por objetivo ter retornos positivos em qualquer ciclo económico através da construção de carteiras diversificadas que se vão adaptando a cada uma das fases económicas e de mercado”. A ideia é então que seja construído um portefólio equilibrado com base nas expectativas descontadas pelas diferentes classes de ativos.

As Carteiras Alpha Responsável também fazem jus ao nome. “Investem exclusivamente em fundos de investimento internacionais geridos de acordo com os critérios de Socially Responsible Investment (SRI)”. Procuram assim “contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, “investindo nas empresas e emissores mais sustentáveis, excluindo aqueles que têm impacto negativo e dando especial relevância a questões ESG”.

Por fim, as Carteiras Alpha Exponential Future. Estas visam o investimento “nas megatendências que definirão o mundo no futuro e que terão um crescimento exponencial de longo prazo”. Segundo a entidade, “a carteira procura beneficiar da Lei do Retorno Acelerado, que afirma que o progresso humano se move de forma exponencial e não linear”. Foram três as megatendências identificadas na sua construção: inovação, demografia e sustentabilidade.

Track record em Espanha comprovado

Segundo a entidade, as carteiras tiveram “excelentes performances em 2020”, e “continuam neste primeiro trimestre com bons desempenhos”.

O track record em Espanha permite assinalar também outros bons resultados. “Por exemplo, as carteiras Alpha Exponential Future Agressiva superaram quer o S&P 500, quer o MSCI World, quer o Eurostox 50, desde 2018 até ao final do primeiro trimestre deste ano”, dizem.

Para isso contribuiu, dizem, o processo de construção desta carteira. “Visa-se igualar o contributo para o risco de cada estratégia”. Tendo em “consideração o risco individual e a sua correlação com o resto dos fundos, para que nenhuma temática domine a carteira como um todo”, contam. “A combinação de diferentes temáticas descorrelacionadas permite aumentar a diversificação global da carteira”, explicam também.

Recentemente, a entidade mudou também a política comercial das carteiras. Democratizando o acesso às mesmas, reduziram o montante mínimo para constituição de uma carteira de gestão discricionária de 100 mil euros para 50 mil euros.