Helvetica Management: "Existe uma grande margem para surpresas negativas"

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Vitor Duarte

Os riscos de 2018 continuam a persistir, mas já desde 2016 que não se recomenda jogar contra as medidas tomadas pelos bancos centrais. Um dos riscos mais relevantes para o crescimento económico - a guerra de tarifas - mostra evidências de pouco impacto positivo para as contas públicas dos EUA, mas de grande impacto negativo sobre as empresas; em particular, promovendo disputas de transferência de tecnologia forçada, com a Huawei que continua no meio do conflito. Enquanto isso, a previsão de consenso mostra 100% de probabilidade de corte nas taxas de referência, o que está refletido nos preços da curva de swaps; e os sinais de recessão técnica persistem desde há algum tempo. A FED está atualmente a ser mais dovish, apesar das estatísticas económicas evidenciarem um crescimento moderado e isso poder originar incremento de um outro risco, o aumento significativo e menos controlado da inflação, pelo que as decisões emergentes das próximas reuniões da FED deverão merecer acompanhamento próximo e cuidado. A “japonização” da Europa e o Brexit está a fomentar a expectativa de uma posição mais rígida por parte da próxima liderança política no Reino Unido e não favorecem a expetativa de uma situação melhor ao nível económico, mas espera-se que o BCE possa promover novos estímulos à economia europeia. Tudo isto conjugado, cria um ambiente mais hostil e com riscos significativos, mas também contrabalançados com o reforço de intervenção dos bancos centrais, que deverá ser monitorizada de muito perto, e na qual é importante aderir ao processo de investimento mantendo uma diversificação adequada.

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