Os fundos nacionais high yield no mapa de retorno e risco a cinco anos

high yield, Os fundos nacionais high yield no mapa de retorno e risco a cinco anos
Créditos: Daniel Álvasd (Unsplash)

No panorama nacional, apenas uma casa gestora tem sob a sua responsabilidade a gestão de fundos de obrigações high yield. Trata-se da BPI Gestão de Ativos, em que os três fundos nacionais que se inserem nesta categoria da Morningstar são o BPI Alto Rendimento Alto Risco, o BPI Obrigações Mundiais e o BPI GIF High Income Bond - este último domiciliado no Luxemburgo.

Uma vez que já efetuámos a análise do mapa de retorno e risco a três anos, chegou a vez de analisarmos como se comportam estes fundos para um período mais longo (cinco anos).

Repete-se o vencedor

À semelhança de quando vimos o mapa a três anos, o vencedor em termos de retorno e risco, a cinco anos, não mudou. O produto que ofereceu mais retorno ajustado ao risco nos últimos cinco anos foi o BPI GIF High Income Bond. Esta estratégia de investimento alcançou 2,2% em retorno absoluto e 8,8% em desvio padrão, fazendo com que alcançasse 0,25% em retorno por unidade de risco. Aliás, ao olharmos apenas para rentabilidade absoluta, é também o fundo em destaque – o único que ultrapassou a barreira dos 2% no período em análise.

De seguida encontra-se o BPI Obrigações Mundiais com um retorno ajustado ao risco de 0,17%. No entanto, este fundo de investimento alcançou uma rentabilidade absoluta de 1,1% – o que representa menos 1,1 pontos percentuais que o BPI GIF High Income Bond.

O BPI Alto Rendimento Alto Risco apresenta a cinco anos o mesmo valor em desvio padrão que o BPI GIF High Income Bond, mas o seu retorno absoluto é menor. Esta estratégia de investimento verificou 0,7% em retorno absoluto e 8,5% de desvio padrão, o que lhe confere 0,08% em termos de retorno ajustado ao risco.

MAPA DE RETORNO E RISCO A CINCO ANOS

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Fonte: Morningstar Direct

Neste universo de high yield, de apontar que a FundsPeople analisou recentemente como se comportaram quatro fundos selecionados por contarem com Selo FundsPeople em 2021 em Portugal, Espanha e Itália e que, para além disso, tiveram fluxos líquidos positivos no último ano.