Os investidores continuam a ver o ESG como um terreno fértil para a gestão ativa

ESG verde green
Créditos: Diana Serbichenko (Unsplash)

A percentagem de investidores globais que implementam critérios ESG através de ações é de 81%, dos quais três quartas partes (74%) prefere que esses fatores sejam integrados através de fundos ativos. Estes dados estão presentes no estudo anual ESG Global Study, elaborado pela Capital Group, que recolheu as opiniões de 1.130 investidores profissionais de 25 países de todo o mundo e que concluiu que quatro em cada 10 acredita que as suas estratégias de ações ESG têm um viés de estilo mais virado para ações growth

O estudo revela um aumento da procura de fundos ESG multitemáticos, com 40% dos inquiridos a afirmar que estas estratégias podem diversificar os riscos derivados do viés de estilo. Além disso, cerca de um terço (32%) dos investidores afirma que estão dispostos a aumentar as suas alocações a fundos de obrigações ESG, à medida que a inflação recua e as taxas de juro atingem níveis máximos. No entanto, quase metade (45%) dos investidores afirma que faltam fundos de obrigações alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para investir. 

Quase seis em cada dez (59%) investidores mundiais pensam que as estratégias que se focam nos líderes e deixam de lado as ações em transição perderão oportunidades de investimento. Atualmente, a proporção que se centra numa combinação de líderes e empresas em transição duplicou de 23% há dois ou três anos para 46%. Espera-se que essa percentagem aumente para 54% nos próximos dois ou três anos. Quase metade (44%) dos investidores pensa que as empresas em transição estão subvalorizadas pelo mercado. 

Pouco mais de metade (54%) dos investidores mundiais afirma que a coerência e a fiabilidade dos dados continuam a ser um problema muito difícil para a adoção dos fatores ESG, embora esta percentagem tenha diminuído em relação aos 62% de há dois anos. Os investidores recorrem a várias fontes para decifrar os dados mais difíceis: 40% confia na análise das próprias gestoras de ativos e 40% realiza a sua própria análise ESG. 

Na ausência de uma definição ESG para todo o setor, quase quatro em cada dez (39%) dos investidores institucionais criou o seu próprio conjunto de definições destes critérios para garantir que as equipas adotem uma abordagem coerente. Mais de um terço (35%) desenvolveu a sua própria abordagem interna para classificar os fundos ESG