A história do único fundo com Selo FundsPeople AC em 2021

T. Rowe Price Japanese Equity, A história do único fundo com Selo FundsPeople AC em 2021
Archibald Ciganer, T. Rowe Price. Foto cedida.

O T. Rowe Price Japanese Equity é um fundo de investimento com uma particularidade que o torna especial face ao resto dos fundos que se comercializam na Península Ibérica. É o único fundo que este ano desfruta de Selo FundsPeople, com as classificações de Favorito dos Analistas e Consistente. Ou seja, este produto de ações japonesas da T. Rowe Price foi eleito pelos selecionadores como um dos seus fundos de referência e, além disso, ostenta o rating de Consistência. E, não obstante, o seu volume de ativos na região ibérica não alcançou os 100 milhões de euros (não podendo, por isso, desfrutar da classificação Blockbuster).

Para saber mais sobre este produto, na FundsPeople perguntámos a Archibald Ciganer, gestor da estratégia, que nos explicou as características do fundo e a sua forma de o gerir. O primeiro que nos conta é que tanto ele como a sua equipa de investimentos, sediada em Tóquio, procuram empresas centradas em crescer e melhorar. “Apostamos em empresas com crescimento sustentável, vantagens competitivas duradouras, fundamentais sólidos e uma equipa diretiva credível. Acreditamos que a nossa abordagem ativa baseada numa intensa análise, a nossa avançada equipa local e a nossa cultura de colaboração são pontos-chave para o sucesso a longo prazo do investimento em ações japonesas”, afirma.

A sua plataforma de análise de grande alcance e a cobertura inclui analistas de investigação no Japão que colaboram com a sua rede global de especialistas em todos os setores e nas principais classes de ativos. “A amplitude da nossa análise no Japão permite-nos detetar e aproveitar as ineficiências em toda a escala de capitalizações, onde a cobertura do lado das vendas é deficiente e está a piorar. Os nossos analistas de investigação local e global partilham conhecimentos, ideias e opiniões de diferentes disciplinas e fusos horários para encontrar as melhores ideias de investimento para os nossos clientes”, sublinha.

Processo de análise e empresas que procuram para a carteira

A equipa segue uma abordagem de seleção de empresas orientada para o crescimento de alta convicção em toda a escala de capitalização acionista. “Procuramos comprar empresas que operem em segmentos de mercado com fortes barreiras à entrada da concorrência e que apresentem uma situação financeira crescente. A avaliação também é importante. Estamos interessados ​​em empresas incompreendidas pelo mercado e com potencial de crescimento pouco valorizado. A nossa disciplina value é fundamental como fonte adicional de alfa e na gestão do risco absoluto e relativo”.

Estes fatores growth e value determinam também as ponderações dos valores da carteira para um equilíbrio de risco e rentabilidade. “Consideramos que o nosso foco em empresas bem geridas com crescimento e valorizações atrativas proporciona uma certa gestão do risco das empresas e setores, oferecendo, ao mesmo tempo, posições ativas substanciais”, explica o gestor.

Posições e vieses atuais

Com a distribuição das vacinas e a recuperação global em andamento, a equipa antecipa uma recuperação cíclica dos mercados e, no seu entender, espera-se que maquinaria, seleção de pessoal e determinados valores de consumo discricionário apresentem um desempenho relativamente superior à medida que a recuperação se for materializando. “O setor digital também oferece oportunidades interessantes no Japão, já que o país fica atrás dos seus pares nessa área e o governo criou um ministério focado em acelerar essa transformação.”

No último trimestre, encontraram oportunidades de investimento atrativas no espaço da tecnologia da informação e participaram nas operações de entrada na bolsa de várias empresas. “Financiámos estas compras vendendo as nossas posições em obrigações cujas valorizações nos parecem ter situado em níveis excessivamente exigentes”.

Visão de mercado

Ciganer reconhece sentir-se animado pelo facto de a agenda do primeiro-ministro Yoshihide Suga se centre nas reformas internas. “Os primeiros indícios têm sido tranquilizadores, na medida em que se aposta nas reformas estruturais e se cria um novo órgão para as promover: a Agência da Reforma Digital. Em vista da forte posição de liquidez das empresas japonesas e da melhoria contínua dos padrões de governance - mesmo no ambiente atual de lucros decrescentes - a classe de ativos é uma proposta de investimento atrativa, na nossa opinião, e é negociada com um desconto em relação a pares regionais”.

Ao entrar na próxima fase do ciclo das ações e ao avançar com a evolução da governance política nacional e internacional, continua a pensar que o Japão é um caso convincente de gestão ativa, especialmente considerando que é uma praça mal representada nas carteiras que exibe uma dinâmica positiva de mudança. Também acredita que a recuperação económica global esperada em 2021, em conjunto com a administração de vacinas, serão fatores cíclicos positivos para a economia japonesa.