Donald Trump chegou ao segundo dos três debates presidenciais seriamente afectado pela divulgação de um vídeo no qual fazia comentários ofensivos às mulheres (que representam cerca de 53% do eleitorado norte-americano). Para Libby Cantrill, responsável de política na PIMCO, “o objetivo de Trump no debate foi parar a confusão e sossegar os pedidos para que abandone a corrida”, e na sua opinião, a missão foi cumprida. “Embora tenha tropeçado durante os primeiros 20 minutos, recuperou terreno depois de atacar constantemente Clinton nos temas nos quais ela é mais vulnerável, incluindo a troca de e-mails, e os discursos pagos por Wall Street. Clinton, por seu lado, deu a imagem de estar preparada e orientada para a política, mas deixou alguns insatisfeitos com determinadas respostas (no debate respondeu-se a perguntas de votantes) e não conseguiu dar nenhum golpe sério”, diz o especialista. Face a esta avaliação, “é improvável que a atuação de Trump no debate faça conseguir o necessário: aumentar a sua atratividade e convencer a proporção de indecisos, mais ampla do que habitual nestas eleições”.
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