Celfocus AMS: a reinvenção de uma plataforma com várias valências

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Rui Lourenço. Créditos: Cedida (Celfocus)

Com mais de 35 anos de experiência no sector da Gestão de Ativos, a Celfocus tem vindo  a evoluir este ecossistema  através do Celfocus AMS, uma plataforma SaaS (software as a service) que combina inovação tecnológica, usabilidade e total alinhamento regulatório. Em Portugal, a 3 Comma Capital com o fundo 3CC Global Crypto Fund é um dos exemplos de como a solução está a transformar o dia a dia das gestoras.

A tecnologia que suporta a gestão do fundo da 3 Comma Capital

O Celfocus AMS, um asset management system, é uma solução desenvolvida pela Celfocus especificamente para gestoras de ativos. Como explica Rui Lourenço Santos, diretor de soluções de gestão de ativos, a plataforma responde “às necessidades complexas e regulatórias destas organizações”, automatizando processos críticos de middle e back-office, desde a valorização de ativos à contabilidade e reporting regulatório.

Com mais de 35 anos de evolução, o Celfocus AMS “representa o culminar de todo o conhecimento e experiência adquirida pela equipa”, sendo hoje uma solução SaaS que garante flexibilidade e rapidez de implementação. No caso da 3 Comma Capital, “foi o elemento central que suportou todas as operações críticas, desde a valorização diária dos ativos até à produção de relatórios para reguladores e stakeholders”.

A tecnologia suporta ainda o serviço de Business Process Outsourcing (BPO) prestado pela Celfocus, permitindo à 3CC “transformar custos fixos de back-office em custos variáveis e flexíveis” e concentrar-se nas tarefas de maior valor acrescentado.

Uma plataforma moderna, intuitiva e em constante evolução

A nova geração do Celfocus AMS nasceu da oportunidade de redesenhar a antiga plataforma Binfolio com base em décadas de experiência. Como explica Rui Lourenço Santos o objetivo foi claro: “Se começássemos hoje, com toda a experiência acumulada e tudo o que aprendemos pelo caminho, como é que montaríamos a solução?”.

O resultado é uma plataforma “com uma experiência de utilizador intuitiva e moderna, pensada com o negócio e a operação do cliente no centro”, mas que mantém “a robustez dos algoritmos de cálculo, área em que sempre fomos referência”. Segundo o responsável, o feedback dos clientes confirma esse caminho: “O primeiro aspeto diferenciador que salta à vista é o quão fácil é aceder e usar”, explicou.

Do ponto de vista tecnológico, o Celfocus AMS é uma solução SaaS web-based em constante evolução, com atualizações mensais automáticas e sem necessidade de intervenção por parte dos clientes. “Em vez de grandes versões lançadas esporadicamente, temos pequenos incrementos mensais que aumentam a funcionalidade da aplicação e garantem a sua manutenção e correção de forma consistente”, concluiu.

Celfocus adaptou processos e controlo à gestão de criptoativos

A gestão operacional de um fundo de criptoativos obrigou a Celfocus a desenvolver “um modelo de configuração da solução específico para cripto e fazê-lo funcionar no dia a dia”. O trabalho distribuiu-se por cinco áreas: movimentos, contabilidade, compliance, valorização e APIs, além da componente de BPO.

“Criámos tipos adequados ao universo cripto: swaps de tokens, trading fees, gas fees, staking rewards, claim rewards e funding rate”, explica Rui Lourenço Santos, sublinhando que a equipa teve ainda de testar a infraestrutura “para confirmar que suportava quantidades com muitas casas decimais, evitando perdas de precisão por arredondamentos”. 

Ao nível da  contabilidade, “a primeira decisão foi como classificar os ganhos: tratar como valias de capital ou como valias de moeda”, definindo a partir daí o tratamento contabilístico e garantindo rastreabilidade até ao reporte. Ao nível do compliance, foram implementados “controlos de exposição por token” integrados nos ciclos regulares de monitorização.

Através das APIs, a Celfocus assegurou a atualização de dados no site da 3 Comma Capital - “UPs, métricas de performance e benchmarks” - e, no âmbito do BPO, “capacitou a equipa para uma classe de ativos nova, com linguagem e fluxos próprios”.

Primeira inclusão de criptoativos exigiu diálogo técnico com a CMVM

A coordenação com a CMVM foi, segundo Rui Lourenço Santos, “um ponto importante neste processo”. Embora a interação formal com o regulador tenha sido conduzida pela entidade gestora, a Celfocus “acompanhou de forma próxima o cliente em todas as fases dessa interação”, explicou.

A principal complexidade surgiu do facto de se tratar “de uma nova classe de ativos que seria, pela primeira vez, incluída nos relatórios à CMVM”. Desde o início, a equipa procurou “identificar todos os pontos que careciam de clarificação ou definição e apresentar propostas concretas para suportar a interpretação e a decisão junto da CMVM”, detalhou.

Este acompanhamento revelou-se essencial para antecipar potenciais obstáculos e garantir o cumprimento das normas. “Entre os tópicos tratados em conjunto destacaram-se o código da categoria do instrumento financeiro, o emitente a reportar, o país de origem do título, o mercado a reportar e a definição do código CFI mais adequado”, explica. O resultado foi “uma abordagem sólida e alinhada com os requisitos regulamentares, garantindo a conformidade perante a CMVM”, concluiu.

Usabilidade, amplitude funcional e parceria definem a diferença

“O principal aspeto diferenciador é a experiência de utilizador intuitiva e moderna”, afirma Rui Lourenço Santos, sublinhando que este é “de longe o mais referido e falado por todos os clientes”. Segundo o responsável, esta facilidade de uso traduz-se num menor investimento em formação e numa maior eficiência operacional.

Essa usabilidade resulta “da forma como construímos o produto: com base em décadas de experiência, em contacto direto com os clientes e com uma equipa que conhece profundamente o negócio”. O objetivo, diz, foi criar uma ferramenta que as equipas “gostassem genuinamente de usar no seu dia a dia”.

Outro fator que distingue o Celfocus AMS é a sua flexibilidade e ampla cobertura funcional. “Quando é instanciada num cliente, o setup e customização à realidade do cliente é feita por configuração e não por uma série de desenvolvimentos à medida”, explica. Essa capacidade permite gerir, numa única solução, fundos mobiliários, imobiliários, de pensões, de capital de risco e alternativos, sem necessidade de plataformas múltiplas.

Há ainda uma dimensão que Rui Lourenço Santos considera essencial: “A nossa forma de estar e o ecossistema que construímos à volta do produto, alimentado por um feedback constante dos nossos clientes e por uma relação de verdadeira parceria”. Essa proximidade reflete-se no serviço de Business Process Outsourcing (BPO), que várias entidades já adotaram, confiando à Celfocus a execução das operações diárias de back-office. “Não pode haver maior demonstração de confiança, a meu ver”, concluiu.

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