O avanço dos humanoides reflete uma mudança profunda na forma como a inteligência artificial é aplicada. Até há pouco tempo, o seu impacto concentrava-se quase exclusivamente no processamento de dados e na automatização de tarefas digitais. A sua primeira projeção sobre o mundo físico ocorreu em áreas como os drones, a mobilidade autónoma ou os sistemas logísticos inteligentes, como sublinham na WisdomTree. Agora, porém, esse desenvolvimento dá mais um passo ao transpor-se para sistemas físicos capazes de interagir com o seu ambiente e adaptar-se a contextos em mudança. Este salto responde tanto à melhoria dos modelos de aprendizagem como à evolução do hardware, que permite integrar numa mesma plataforma a perceção, a decisão e a ação. É assim que surge a denominada IA física: a aplicação da inteligência artificial a sistemas capazes de atuar em ambientes reais.
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