Perante uma conjuntura económica singular que tem exigido medidas pouco convencionais por parte de alguns bancos centrais, Ian Stealy, gestor da J.P. Morgan AM de mercados de obrigações destaca “uma preocupação a nível global relativamente aos bancos centrais e à eficácia da sua política”. Num contexto em que as taxas de algumas das principais economias a nível mundial chegaram aos níveis mais baixos do que alguma vez se pensou que poderiam chegar – chegando inclusive a território negativo - os balanços do bancos centrais atingiram dimensões recorde e o quantative easing é já considerado um instrumento normal de política monetária, poderíamos pensar que os banqueiros centrais estariam perto de chegar ao limite do que poderão fazer para estimular a economia. No entanto, Iain Stealy não vê as coisas desse modo. “Eu acho, efetivamente, que os bancos centrais podem ser bastante criativos e vão sempre ter instrumentos ao seu dispor”, destaca o gestor acrescentando que “nunca tínhamos experienciado o quantative easing anteriormente e o mesmo acontece com as operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO) e compras de dívida soberana (OMT), novas ferramentas de política monetária que os bancos centrais arquitetaram”.
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