Num ponto do tempo em que finalmente se volta a vislumbrar um potencial subida de taxas por parte do Banco Central Europeu, marcando o fim absoluto de um período longo de política monetária acomodatícias por parte de Mario Draghi, Thomas Samson, head de High Yield Europeu na Muzinich & Co. trouxe consigo dois dos fundos de crédito europeu da casa de investimentos nova iorquina para, no contexto da segunda edição da Funds Talks, discutir com os investidores e clientes as valências de duas estratégias que poderão cumprir papéis distintos nos portefólios, o Muzinich EuropeYield Strategy e o Muzinich European Credit Alpha Strategy. Se por um lado o profissional fez questão de realçar o quão tumultuoso foi o ano de 2018 para os ativos de risco, como resultado do contexto geopolítico e macroeconómico, por outro, com os olhos postos em 2019, acredita que “existem diversos fatores que poderão revelar-se positivos para o crédito europeu. A procura do setor privado na Zona Euro é, aparentemente, muito sólida, com a evolução positiva do mercado laboral a consolidar o consumo das famílias, ao mesmo tempo que o investimento, tanto público como privado, se mantém resiliente. Acreditamos também que a política do BCE de reinvestir os ativos que maturam e os cupões, pelo menos até às taxas começarem a normalizar - que no melhor cenário será no final de 2019 - é um efeito positivo que os agentes de mercado estão a subestimar”, descreve o profissional. E neste contexto, Thomas Samson acredita, contudo, que o mercado de high yield está já a descontar o impacto do final do quantative easing nos spreads de crédito e que o processo de normalização das valuations está já muito avançada.
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