Amundi Technology: a nova linha de negócio da Amundi para concorrer na era digital

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Estar preparados para atacar a nova era digital na qual entramos. É o objetivo por detrás da nova linha de negócio que a Amundi lançou. A Amundi Technology é uma plataforma de soluções tecnológicas para terceiros. Um novo serviço orientado para toda a cadeia de valor do setor financeiro. “Do front ao back office”, como o defendem.

Com ela a gestora francesa quer tornar-se numa referência na indústria do software. E tem grandes ambições para este novo negócio. Aspirar gerar um lucro de 150 milhões de euros em cinco anos. Em 2020, esse número foi de 25 milhões, pelo que representa multiplicar por seis o negócio. “A procura é fantástica”, afirma Guillaume Lesage, chefe de operações (COO). Segundo os seus cálculos, existe um mercado potencial de 1.500 milhões de euros. E em crescimento. “O melhor ainda está para vir”, sentencia.

A gestora já presta serviços a 24 entidades financeira na Europa e Ásia, das quais 11 se juntaram no ano passado. Entre os nomes destacam-se entidades concorrentes como a iM Global Partners, Sabadell AM ou BNY Mellon.

E o que é exatamente a Amundi Technology? Trata-se de um software 100% integrado na nuvem. Oferece a integração em terceiros de soluções tecnológicas da Amundi através de três áreas:

  • Alto Investment: uma plataforma que cobre todo o espectro de necessidades da indústria da gestão;
  • Alto Wealth and Distribuition: uma gama de gestão discricionária de carteiras e soluções de assessoria para bancos privados e de retalho.
  • Alto Employee Savings & Retirement: uma plataforma de gestão consolidada do princípio ao fim dedicada ao aforro para a reforma.

É uma solução 100% na nuvem. Isso permite-nos oferecer as qualidades que pedem os clientes. Flexibilidade, simplicidade e escalabilidade para cima e para baixo”, insiste Lesage.

Concorrer com grandes como Aladdin e SimCorp

A Amundi não é a primeira gestora a abrir o seu negócio fora da gestão de ativos. Na Europa há ofertas semelhantes consolidadas como a Aladdin da BlackRock ou a SimCorp. Mas a empresa francesa assegura que competem noutro plano. “Nós cobrimos o espectro inteiro da indústria do aforro. Não nos dirigimos só a gestoras. Também falamos de contas poupança de empregados, carteiras discricionárias, etc.”, insiste Lesage.

O seu ponto diferenciatório, explicam, é que a Amundi Technology cobre toda a cadeia de produção. Do front office ao back office. “Da mesa de corretagem ao envio de comunicações a investidores ou o reporting, passando pelo middle office”, conta Joseph El Gharib, responsável de desenvolvimento de negócio da Amundi Technology. “É a habilidade de oferecer a subcontratações de um serviço integral”.

Além disso, a Amundi quer oferecer um serviço a la carte. Ou seja, completamente adaptável às necessidades do cliente. “A indústria pede soluções personalizáveis”, afirma Lesage.

Outro dos pontos que ressaltam na gestora é o facto de ser um sistema open source. Isto é, que o software está aberto a comercializar as licenças e o código a terceiros. “Não somos uma caixa negra”, explica Lesage. Isto é importante porque influencia o custo. Custa um ponto base por ativo sob gestão à Amundi, enquanto a média da indústria é o dobro: dois pontos base.