As temáticas de investimento que tem de conhecer: o metaverso

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Créditos: Unsplash (julien Tromeur)

A palavra metaverso saltou recentemente à vista quando o Facebook mudou o seu nome para Meta para marcar a sua nova identidade como empresa metaverso. Aclamado como a próxima internet, o metaverso representa um mundo virtual online, onde os utilizadores podem reunir-se, explorar, trabalhar, jogar e inclusive comprar. Mark Zuckerberg descreve o metaverso como uma "internet imersiva e encarnada, em que alguém está a participar na experiência, não apenas a observá-la".

No metaverso, os utilizadores adotam formas digitais chamadas avatares, e assumem experiências num espaço virtual partilhado, onde o único limite é a sua imaginação. "À medida que o metaverso se expande, oferecerá um mundo alternativo hiper real no qual podemos viver", explica Yan Tan Boon, gestor do fundo Neuberger Berman 5G. Na sua opinião, o metaverso já não está num futuro de ficção científica. Podem já ver-se pistas do mesmo em jogos online como o Fortnite, Minecraft e Roblox.

"Ao não poderem reunir-se por causa do COVID-19, as crianças realizam festas de anos virtuais no Minecraft. Os concertos em streaming têm lugar no Fortnite. E as reuniões de negócios celebram-se no Facebook Horizon Workrooms. As tendências de digitalização chegaram para ficar e a oportunidade de reunir-se online ou simular o mundo real oferece um potencial em todos os setores. Imagine-se cidades inteiras ou plantas de produção reproduzidas online. Colegas de todo o mundo podem conectar-se ao metaverso para trabalhar no mesmo desenho 3D", revela.

Expetativas de uso futuro

Embora por agora seja uma sala de chat online em 3D, espera-se que um dia o metaverso se converta num lugar em que os utilizadores passem uma parte importante do seu tempo, seja para trabalhar, jogar ou conectar com os seus amigos. "Naturalmente, as empresas estão interessadas. Muitas aplicações do metaverso encontram-se atualmente no âmbito do entretenimento e dos jogos em streaming, mas à medida que se desenvolve, o metaverso permitirá novas formas de atrair os consumidores e transformar áreas como as compras".

Neste sentido, a compra e a entrega online já se converteram na norma. Mas o metaverso dará aos consumidores ainda menos razões para visitar as lojas físicas. Tal como indica, a realidade virtual e a realidade aumentada permitirão que as experiências nas lojas sejam ainda mais interativas, e que os utilizadores possam experimentar os artigos independentemente dos horários de abertura das lojas ou da disponibilidade de existência. As compras não só serão de produtos físicos, mas sim também de artigos digitais, como sapatilhas de desporto da marca Nike para os seus avatares.

Por sua vez, os utilizadores terão a oportunidade de aproveitar esta economia online mediante o comércio de bens digitais, alguns criados pelos utilizadores. "Seja na realidade virtual, realidade aumentada ou simplesmente num ecrã, a promessa do metaverso é permitir uma maior sobreposição em todos os aspetos da nossa vida digital e física. E o 5G é uma tecnologia necessária para desbloqueá-lo".

Exemplos de empresas expostas a esta temática

Na sua opinião, as velocidades ultra-rápidas de rede e a baixa latência, permitirão aplicações de grande largura de banda, gráficos interativos e gerir milhares de utilizadores simultâneos em estreita proximidade. "Os auriculares também terão que ser capazes de renderizar gráficos de forma remota, ser muito mais ligeiros e ter uma maior eficiência energética. Isto significa que é necessária a colaboração entre a infraestrutura, os dispositivos, o software e os conteúdos do 5G. As principais empresas tecnológicas, como a Marvell, AMD, MediaTek, Novatek e Roblox, estão a assegurar-se de que não falham".

Para além dos fones de realidade virtual e os óculos de realidade aumentada, o metaverso estará impulsionado a curto prazo pelo software. "Vemos o gigante coreano de internet NAVER como um beneficiário dada a sua plataforma metaversa Zepeto, que está suportada por uma sólida base de utilizadores, tecnologia de inteligência artificial e uma forte propriedade intelectual do seu negócio de entretenimento", exemplifica.