BPI GA e Millennium bcp com crescimento notável na gestão de patrimónios em 2021

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Créditos: Marek Piwnicki (Unsplash)

O ano de 2021 foi um ano movimentado na gestão de patrimónios. Isto, especialmente, porque o montante de ativos sob gestão total sofreu uma quebra acentuada, em virtude da BMO GAM deixar de executar a sua atividade de gestão discricionária em Portugal. A notícia oficial aconteceu em março passado, quando a entidade confirmava à FundsPeople que a Ageas - o seu cliente em Portugal – tinha comunicado a “intenção de passar a executar internamente a gestão de ativos das diversas soluções de investimento do grupo em Portugal”.

Os números de julho da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) refletiam já essa saída. É, no entanto, uma saída que não encolhe em nada o montante de ativos geridos em território nacional. Apenas e só aqueles que se veem refletidos nas estatísticas da gestão discricionária ou individual.

No entanto, os movimentos do ano não se resumiram a esta quebra dos ativos totais. Algumas entidades gestoras viram um crescimento notável dos ativos no exercício passado. Entre as maiores, destaque para o Banco Comercial Português com um crescimento de 83,71% no ano. Esta variação acentuada resultou, em parte, da inclusão nos ativos sob gestão reportados pelo banco, de carteiras associadas a produtos UL abertos da Ocidental que não estavam a ser considerados nas estatísticas da CMVM. A instituição financeira fechou, assim, 2021 com 5.377 milhões de euros e a uma muito curta distância da segunda maior entidade do mercado, a Santander AM. Também a BPI Gestão de Ativos seguiu um caminho bastante ascendente no ano. Com um crescimento de quase 25%, terminou o ano com 4315 milhões de euros e uma quota de mercado de 11,5%.

No segmento abaixo dos 1.000 milhões de euros, destaque para o excelente ano da Bankinter GA (+36,35%), da Golden WM (+25,67%) e do BiG (24,94%).

Entidades mais pequenas

Entre as mais pequenas, a ASK Patrimónios sobressai das demais com uma adição de 180 milhões de euros na gestão discricionária, o que multiplicou por 12 os ativos geridos. Por seu lado, a Optimize IP vê os seus ativos crescer mais de 60%, mas num ano em que alguns dos seus fundos foram transferidos para o Luxemburgo e cujos ativos se veem refletidos nestas estatísticas.

Destaque ainda para outras entidades que começaram o ano com uma base menor e que cresceram significativamente, como o ABANCA, Lynx AM e o Banco Invest.

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Fonte: CMVM e FundsPeople