A Comissão Europeia está a avançar com o seu plano para transformar os aforradores europeus em investidores. No âmbito de uma reunião com o ministro da Economia espanhol, a Comissária Europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, anunciou que, a 5 de junho, em Paris, será apresentado o projeto de uma conta de poupança e investimento para promover um acesso fácil e de baixo custo aos mercados. Esta proposta de conta de poupança e investimento, tal como definida pela CE, será desenvolvida localmente em cada estado-membro, seguindo as melhores práticas dos instrumentos já existentes noutros países da UE.
O objetivo, insiste, é que os cidadãos da UE tenham um acesso fácil e de baixo custo aos mercados. “O problema que os europeus têm atualmente, em muitos estados-membros, é que não conseguem encontrar alternativas para pôr o seu dinheiro a trabalhar, porque ou os veículos são demasiado caros, demasiado complicados ou não os compreendem”, lamenta a Comissária.
Maria Luís Albuquerque também ressaltou a necessidade de acompanhar o projeto de lei com incentivos fiscais. “Vamos recomendar que seja acompanhada de incentivos fiscais, porque sabemos, vendo o que acontece em outros estados, que a fiscalidade favorável é o incentivo mais eficiente que se pode dar à população”, reconheceu.
Objetivo: pôr o dinheiro dos europeus a trabalhar
O objetivo desta iniciativa, que faz parte do plano da União da Poupança e do Investimento, é dar aos cidadãos europeus a oportunidade de pôr o seu dinheiro a trabalhar para construir um futuro financeiro melhor para si próprios. Um número que foi novamente partilhado pelo ministro da Economia espanhol, Carlos Cuerpo, é o dos 10 mil milhões de euros em contas correntes e depósitos. “Cerca de metade do PIB anual da União Europeia é dinheiro que fica parado em depósitos e contas correntes e que poderia ser utilizado precisamente para financiar uma grande parte do desenvolvimento destas enormes necessidades de investimento de que necessitamos a nível europeu”, afirma.
"Queremos que as pessoas tenham um retorno mais elevado e que esses recursos ajudem a economia a criar um ciclo virtuoso, porque assim as empresas terão melhor acesso ao financiamento e poderão crescer, inovar, criar melhores empregos, pagar melhores salários e beneficiar novamente as pessoas. No fim de contas, o que está em causa é obter o melhor resultado possível para a população", acrescentou a Comissária.
