ETF mais subscritos de julho: mês positivo para a maioria dos índices acionistas

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Créditos: Li Yang (Unsplash)

Julho ficou marcado por mais uma subida de 25 pontos base por parte do BCE, selando, assim, o ciclo de ajuste monetário mais agressivo da sua história. A Fed seguiu o mesmo caminho, aumentando também as taxas em 25 pontos base. Foi também neste mês que decorreu a grande maioria das apresentações de resultados e de receitas do segundo trimestre. Veremos, agora, se estes fatores tiveram algum impacto nos ETF mais subscritos do mês de julho do Banco Carregosa.

Segundo João Queiroz, head of trading da entidade, “o mês de julho foi positivo para a maioria dos índices acionistas, embora com variações menores que o mês anterior, mas ainda assim a corresponder a um sinal muito forte”. Destaca o S&P 500, que registou o quinto mês consecutivo de valorização, e o Eurostoxx600. Já o índice DAX40, representativo da maior economia da zona euro, e a quarta mundial, terminou a renovar máximos históricos. “Quanto a setores, o tecnológico continua mais rico, operando com elevados múltiplos de avaliação relativa”, acrescenta.

Como já foi referido, no mês de julho foram apresentados os resultados e receitas do segundo trimestre, com a média das empresas a superarem as expectativas dos resultados (embora nas receitas a percentagem das empresas tenha sido inferior), “suportando assim os cenários de que as empresas conseguem conviver com taxas de juros mais elevadas e com inflação”, afirma João Queiroz. 

“Os investidores continuaram a adicionar ações à exposição das suas carteiras, mas desde a maior queda da volatilidade, registada em julho, com queda dos prémios das opções, os investidores adicionaram ainda alocações de ETF, de metais preciosos e de Criptodivisas”, ou seja, o mercado continuou forçado a deter ações, mas compreendendo os riscos inerentes decorrentes da compra sistemática de ativos (com mais avaliações elevadas) que já se colocam novamente acima das médias de cinco e 10 Anos.

A incerteza centrou-se mais na China, que apresenta desempenhos dececionantes devido às “fracas variáveis macroeconómicas que continuam a sugerir a dependência de estímulos perante o abrandamento das exportações globais e da estagnação do consumo interno”, explica o head of trading do Banco Carregosa. Além disso, os desafios do imobiliário continuam a ter impacto na economia.

O forte início do segundo semestre também ficou marcado pela recuperação dos preços da energia, como os contratos do crude, cobre e trigo, ensombrando o cenário de desinflação que se vem gradualmente a instalar nas economias desenvolvidas.

Prospetivamente, o mês de agosto carrega uma maior probabilidade de correção e consolidação dos ganhos acumulados no ano, “mas sem inversão de tendência”, o que poderá ser lógico apresentar uma reação menos construtiva atendendo aos prémios que carregam. “Os robustos dados da economia dos EUA sugerem que a Fed em setembro poderá aumentar novamente os juros, enquanto os dados que dececionem, tenderão a beneficiar os ativos de risco, como as ações, pela probabilidade de pausar novas subidas ou mesmo terminar o ciclo”, conclui.

ETF mais subscritos no mês de julho

Banco Carregosa
iShares MSCI World EUR Hedged UCITS ETF
db x-trackers MSCI China TRN I
iShares Gold Producers UCITS
iShares Automation & Robotics
SPDR S&P500 ETF Trust
First Trust Cloud Computing UCITS ETF
Source S&P 500 EUR Hedged
iShares Core DAX® UCITS ETF
Vanguard S&P 500
iShares MSCI World UCITS ETF
Fonte: Informação fornecida pela entidade.