ETF mais subscritos de junho: índices globais continuam a dominar as preferências

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Kyle Glenn (Unsplash)

Apesar de o segundo trimestre ter sido o melhor para o S&P 500 desde 2020, com uma valorização de quase 14%, e o mais forte dos últimos cinco anos para o Nasdaq 100, que acumulou ganhos de 25%, junho ficou marcado por episódios de elevada volatilidade. As Sete Magníficas perderam mais de cinco biliões de dólares em capitalização bolsista, a bitcoin caiu abaixo dos 60 mil dólares e o iene afundou para mínimos de quatro décadas. Ainda assim, as ações de pequena capitalização e de grande capitalização registaram valorizações. Entre os setores, destacaram-se os ganhos da Indústria e dos cuidados de saúde, enquanto as matérias-primas sofreram uma correção expressiva, sobretudo o ouro, a prata e o petróleo.

Neste contexto, as ações afirmaram-se como a classe de ativos mais subscrita em junho no ranking do Banco Best. A preferência dos investidores incidiu sobretudo sobre índices acionistas de múltiplas geografias e das principais economias desenvolvidas, refletindo uma estratégia de diversificação perante os desafios dos mercados internacionais. Entre os produtos mais procurados destacaram-se o iShares S&P 500 Information Technology Sector, o iShares Core S&P 500 UCITS ETF (Acc) e o SPDR S&P 500 ETF Trust. Em evidência estiveram também soluções globais, como o iShares Core MSCI World, o UBS Core MSCI World, o Amundi Prime Global e o Amundi Prime All Country World, bem como estratégias temáticas ligadas ao setor da defesa europeu, como o WisdomTree Europe Defence. 

“Já nas obrigações”, revela Angelo Custódio, trader no Banco Best, “o mercado de dívida pública norte-americana, as yields dos treasuries apresentaram um comportamento misto, com as taxas de curto prazo a subirem e as de longo prazo a registarem uma ligeira descida”. Desta forma, escolha dos investidores recaiu sobre o ETF iShares 20+ Year Treasury, que procura replicar a performance de obrigações governamentais americanas de longo-prazo.

“Destaque também para o dinâmico mercado dos semicondutores, com o ETF iShares MSCI Global Semiconductors, instrumento focado nos principais produtores de semicondutores, o novo petróleo, a demonstrar que a aposta na tecnologia e no desenvolvimento da inteligência artificial continuam (ainda) na agenda dos investidores”. afirma.

Ouro e os índices globais lideram as preferências

As dez alocações do segmento de retalho do Banco Carregosa também contam uma história coerente com a turbulência do mercado: “Os investidores não abandonaram o risco, mas começaram a construir trincheiras”, afirma João Queiroz, head of Trading da entidade

No centro das preferências dos clientes permanecem os grandes blocos de construção patrimonial: o Vanguard S&P 500, o iShares MSCI World e o Vanguard FTSE All-World. “A escolha destes veículos globais e diversificados revela um retalho mais maduro do que o estereótipo sugere. Em vez de perseguir individualmente os títulos da moda, a maioria optou por capturar a subida através de instrumentos amplos, mitigando o risco idiossincrático num mercado cuja concentração atinge níveis históricos”, afirma o profissional.

Mas, para João Queiroz, é o topo e a cauda do ranking que oferecem a leitura mais interessante. O primeiro lugar do iShares Gold Producers, num mês em que o ouro registou o pior desempenho trimestral desde 2013, com uma queda de 13% e um drawdown próximo de -27% face aos máximos, só pode ser, na sua opinião, interpretado de duas formas complementares. Por um lado, compra contrarian clássica: “Com o metal a validar suporte na zona dos 4.000 dólares após capitulação evidente, e com o Bank of America a sublinhar que as mineiras refletem um preço implícito quase 19% abaixo do spot, o value investor encontra aqui uma assimetria rara”, explica. Por outro, proteção estrutural: “Os bancos centrais continuam compradores recorde, e, num mundo de défices americanos de 6% do PIB e inflação PCE a 4,1%, o seguro contra a desvalorização monetária mantém procura, mesmo, ou sobretudo, quando está em saldo”, afirma.

ETF mais subscritos em junho

Banco BestBanco Carregosa
iShares S&P 500 Info Technology Sector UCITS ETFiShares Gold Producers UCITS
UBS Core MSCI World UCITS ETFVanguard S&P 500
iShares Core MSCI World UCITS ETFiShares MSCI World UCITS
Amundi Prime Global UCITS ETFXtrackers MSCI World Financials UCITS
Amundi Prime All Country World (Dist) UCITS ETFDefiance Quantum
Amundi Prime All Country World (Dist) UCITS ETFSchwab US Dividend Equity
iShares 20+ Year Treasury Bond  ETFVanEck Vectors Morningstar Developed Markets Dividend Leaders UCITS
iShares MSCI Global Semiconductors UCITS ETFVanguard FTSE All-World UCITS
WisdomTree Europe Defence Acc UCITS ETFiShares Lehman 20+ Year Treasury
iShares Core S&P 500 (Acc) UCITS ETFProShares Bitcoin Strategy
Fonte: Informação fornecida pelas entidades.

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