Fundos de ações americanas: o estilo “blend” no mapa de retorno e risco

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Créditos: Sophie Backes (Unsplash)

Entre os três estilos predominantes no mundo financeiro (value, blend e growth), o mercado nacional de fundos de investimento contempla apenas dois, no que toca à gestão de ações norte-americanas: blend e growth. Esta distinção é realizada pela Morningstar que agrupa os produtos nestas duas categorias: US Equity Large Cap Blend e US Equity Large Cap Growth.

Assim, depois de observado o mapa que relaciona o retorno e o risco no que toca aos fundos de investimento que investem em ações europeias, chega a vez de observar os fundos de ações que investem em títulos de empresas do outro lado do atlântico e que se inserem na categoria blend. Relembre-se que o investimento blend é realizado em ações de empresas que incluem um mix entre um estilo growth e value.

No mapa, em baixo, podemos observar que se inserem três fundos de ações americanas de gestão nacional nesta categoria. São eles o BPI América da casa gestora BPI Gestão de Ativos e gerido por Rui Araújo, CFA; o IMGA Ações América da IM Gestão de Ativos e sob alçada do gestor António Dias; e, por fim, o Santander Ações América da SAM.

Destes, que veículo de investimento se destaca num horizonte temporal a três anos?

Observando o mapa concluímos que o produto com maior retorno a três anos foi o IMGA Ações América, conseguindo uma rentabilidade a três anos de 15,9%. Mas esta estratégia de investimento também está em destaque quando relacionamos a sua rentabilidade com o risco. Ou seja, foi o único produto destes três que obteve um retorno por unidade de risco superior a 1% – nomeadamente 1,01%.

Segundo dados do site da Morningstar, no final do primeiro trimestre deste ano, os três títulos com maior exposição na carteira do fundo eram ações da Apple, Microsoft e Amazon. Consequentemente, o setor tecnológico era o setor com maior exposição por parte desta estratégia de investimento.

Segue-se o BPI América que alcançou uma rentabilidade muito próxima do líder: 15,6%. No mesmo sentido que o produto da IMGA – e segundo dados do site da Morningstar – o setor com maior exposição por parte do BPI América era o setor tecnológico, mas também o título com maior peso na carteira do fundo era a Apple. Porém, neste produto, a KLA Corp e o First Republic Bank eram os dois outros títulos a que o BPI América estava mais exposto no final do primeiro trimestre de 2021.

Por fim, encontramos o Santander Acções América. Este produto obteve uma rentabilidade a três anos de 11,5% e alcançou o mesmo valor de desvio-padrão que o IMGA Ações América.

MAPA DE RETORNO E RISCO A TRÊS ANOS

O que estes três fundos têm em comum é a sua exposição ao setor tecnológico, nomeadamente, às famosas grandes tecnológicas – denominadas, muitas vezes, pela sigla FAMANG. Aliás, na FundsPeople, observámos recentemente a relevância destas empresas nestes fundos portugueses e abordámos os respetivos gestores para perceber como estes olham para estas empresas. Um artigo para ler, em íntegra, na revista 36.