Fundos de obrigações nacionais foram os mais penalizados no primeiro trimestre

fundos de investimento, Fundos de obrigações nacionais foram os mais penalizados no primeiro trimestre
Créditos: Paul Skorupskas (Unsplash).

Os dados trimestrais do Banco de Portugal relativamente a fundos de investimento nacionais (mobiliários e imobiliários) mostram o impacto negativo que a volatilidade de 2022 teve nos ativos sob gestão. O total de unidades de participação emitidas atingia os 34,4 mil milhões de euros. Este valor é inferior em 1,1 mil milhões de euros ao registado no final de 2021. "Trata-se, aliás, da primeira redução que se observa desde o final do primeiro trimestre de 2020", comentam do banco central.

Total de unidades de participação emitidas | Montantes em fim do mês, em milhões de euros

fundos de investimento, Fundos de obrigações nacionais foram os mais penalizados no primeiro trimestre

A redução do valor total das unidades de participações emitidas foi justificada, segundo o banco central, por dois fatores. “Por um lado, pela desvalorização das unidades de participação, em 0,6 mil milhões de euros, motivada pela desvalorização dos títulos de dívida e de capital detidos pelos fundos”. Por outro lado, pelo facto de o montante de unidades de participação resgatatas ter superado, em 0,5 mil milhões de euros, o montante emitido.

Olhando para variação por tipologia de fundos, vemos como os fundos de obrigações foram extremamente penalizados em termos relativos no primeiro trimestre do ano. Foi a categoria mais penalizada, tanto em termos de variação de preço como em resgates líquidos.

fundos de investimento, Fundos de obrigações nacionais foram os mais penalizados no primeiro trimestre

Segmentos investidores

Segundo os dados disponibilizados e como patente no gráfico, durante o primeiro trimestre de 2022, os particulares - que agregam mais de metade do investimento - reduziram as suas aplicações em fundos de investimento em 0,8 mil milhões de euros.

fundos de investimento, Fundos de obrigações nacionais foram os mais penalizados no primeiro trimestre