Gestão de patrimónios: quem brilhou no primeiro trimestre de 2021?

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Créditos: armagan hop. (Unsplash)

No segmento de gestão de patrimónios, o primeiro trimestre de 2021 ficou marcado por decréscimos nos valores geridos, principalmente entre as maiores entidades gestoras. Assim demonstram os últimos indicadores trimestrais de gestão de ativos, lançados pela CMVM. Efetivamente, as quatro maiores entidades gestoras registaram decréscimos nos montantes totais geridos.

Em termos percentuais, este decréscimo é mais visível na GNB - SGP, que viu o seu valor gerido cair de 5.136 milhões de euros para 4.872 milhões de euros (-5,2%) nos três primeiros meses de 2021. Consequentemente, neste período em causa, a sua quota de mercado desceu 0,47 pontos percentuais. Já a líder BMO Portugal foi quem viu o maior decréscimo, representando uma queda de 355 milhões de euros no valor sob gestão neste primeiro trimestre de 2021. Relembramos, no entanto, que a entidade anunciou recentemente que a Ageas – o seu cliente em Portugal – comunicou a sua intenção de passar a executar internamente a gestão de ativos das diversas soluções de investimento do grupo no país. “A BMO GAM continuará a fornecer os serviços normalmente até que a transição seja concluída em julho de 2021”, confirmaram da entidade gestora à FundsPeople.

Crescimento mais expressivo

Neste espaço de tempo, a grande evolução nos montantes geridos vai para as entidades gestoras que se encontram a meio do ranking. De destacar a BPI Gestão de Ativos – que aumentou o valor sob gestão em 168 milhões de euros (+4,9%) – o Banco Comercial Português – que aumentou o montante gerido em 139 milhões de euros (+4,8%) – e a Bankinter Gestión de Activos – que aumentou o valor gerido em 50 milhões de euros (+8,8%). Na verdade, a BPI GA e o BCP, face a março de 2020, aumentaram em mais de 600 milhões de euros o montante total sob gestão.

De notar também a evolução no valor gerido pela LM Capital Wealth Management. Em março de 2020, a entidade geria 813 milhões de euros, sendo que, após um ano, a entidade gere 1.022 milhões de euros (+25,6%). Assim, a entidade conquistou em um ano 0,38 pontos percentuais em termos de quota de mercado. Esta evolução dos ativos sob gestão, impulsionou as receitas por comissões da entidade, resultando num crescimento dos resultados de quase 30%.

Quanto à evolução das quotas de mercado, o pódio permanece igual face a dezembro de 2020, no entanto, a BPI GA e o BCP aproximam-se a um bom ritmo do terceiro lugar do ranking, ocupado atualmente pela GNB - SGP.

O volume total gerido por este segmento ainda se encontra acima dos 48.490 milhões de euros, no entanto, como já mencionado, decresceu face a dezembro de 2020 (-0,7%) e aumentou 3% face a março de 2020.

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