Responsáveis das gestoras internacionais elegem os melhores fundos de ações para investir em 2021

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Os fundos temáticos tornaram-se na grande aposta para os responsáveis das gestoras internacionais na Península Ibérica. Esta é a primeira conclusão que se pode extrair de mais edição da sondagem que a FundsPeople realiza todos os anos aos diretores-gerais das entidades estrangeiras com escritório na Península Ibérica. Nesta ocasião participaram 19 gestoras. Se tivessem de eleger um único produto de ações para investir em 2021, 50% elegeria um fundo temático. Entre as estratégias selecionadas figuram produtos centrados em temáticas como a mobilidade, a tecnologia, a transição energética ou o consumo.

Como segunda tipologia de produto mais recomendada para 2021 aparecem os fundos que seguem uma filosofia ISR. 35% dos inquiridos elegem como grande aposta para o próximo ano uma estratégia relacionada com a sustentabilidade. A terceira aposta mais mencionada foram os produtos de ações globais (15%).

Seguindo uma ordem alfabética (em função do nome da entidade), desvendamos quais os fundos que escolheram os responsáveis máximos das gestoras internacioanis como principal recomendação de investimento para o próximo ano e quais os motivos para a sua decisão.

Álvaro Antón Luna: Aberdeen Standard SICAV I- European Equity Fund

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Segundo conta Álvaro Antón Luna, responsável pelo mercado português da Aberdeen SI, apesar dos desafios que enfrenta, pensamos que o mercado europeu é atrativo para os stock-pickers por diversos motivos. Entre os quais enumera “o novo balanço entre a política fiscal e monetária, o próprio comportamento do mercado, a clara liderança da Europa em matéria de ESG e a presença de atrativas tendências estruturais como são o consumo, a tecnologia, a saúde e ESG”. “O nosso fundo Aberdeen Standard SICAV I- European Equity Fund, reconhecido com 5 globos em Sustentabilidade e 5 Estrelas, ambos ratings da Morningstar, conta com uma carteira de convicção que este ano voltou a conseguir ultrapassar o mercado, constituindo uma opção atrativa para 2021. Este é um fundo flexível e ativo, all cap, concentrado em empresas de qualidade, crescimento sustentável e com elevado rating ESG ou como o profissional refere “os sobreviventes desta crise”. Ben Ritchie, responsável de ações europeias, acaba de celebrar o seu quinto aniversário ao leme do fundo registando resultados consistentes na geração de alfa.

Marta Marín: Amundi Funds Polen Capital Global

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 A diretora-geral da Amundi, Marta Marín, elege o Amundi Funds Polen Capital Global Growth, um fundo de ações globais que procura investir nos 25 a 35 melhores negócios do mundo capazes de gerar lucros compostos. “Uma carteira concentrada e de convicção de empresas cotadas bem posicionadas para capitalizar nas oportunidades de crescimento a longo prazo, com solidez financeira, vantagens competitivas sustentáveis e a capacidade de gerar lucros superiores à média e o crescimento dos cashflows a longo prazo. É uma estratégia que beneficia de um processo de investimento consistente e provado durante mais de 30 anos, que tem proporcionado rentabilidade durante mercados complicados como 2000, 2008, 2018 ou 2020. Dado o seu enfoque na sustentabilidade financeira a longo prazo, o governo corporativo considera-se um fator-chave, enquanto as considerações sociais e ambientais são cada vez mais importantes. A evolução ESG realiza-se a partir da ótica da gestão do risco. O fundo conta com cinco estrelas Morningstar e cinco globos de sustentabilidade”.

Romualdo Trancho: Allianz Positive Change

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O Allianz Positive Change, fundo escolhido por Romualdo Trancho, diretor de desenvolvimento de negócio para Portugal e Espanha da Allianz GI, é uma estratégia de ações multitemática. Investe em empresas sustentáveis ​​e com modelos de negócios de longo prazo, oferecendo soluções que ajudam a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), cujos 17 objetivos e 169 metas foram lançados em 2015 no âmbito da Agenda 2030 e merecendo o apoio de todos os estados-membros da ONU. Segundo o profissional da Allianz GI, “existem três razões essenciais para investir neste fundo: (i) apresenta resultados positivos alinhados com os ODS da ONU, já que investe em empresas que contribuem de forma clara e positiva para a melhoria do meio ambiente e da sociedade, ao mesmo tempo que buscam a rentabilidade financeira; (ii) propõe um processo de investimento temático comprovado, que assenta numa abordagem de forte atenção às megatendências e num enfoque muito particular às empresas resilientes e com maior potencial de crescimento a longo prazo; e (iii) está orientado para um objetivo triplo, i.e., rentabilidade financeira, social e ambiental”.

Beatriz Barros de Lis: AXA WF Framlington Evolving Trends

Na AXA IM identificaram uma série de temáticas estruturais que representam alternativas de investimento altamente atrativas para o desafio do desenvolvimento que representam: o envelhecimento da população e a mudança dos estilos de vida, as sociedades em transição, o impulso global das tecnologias limpas ou cleantech, a crescente automatização e as compras online. “Todas respondem à profunda transformação da sociedade durante os últimos 20 anos. E, de facto, a interrupção causada pela COVID-19 acelerou essas tendências, mantendo intactos os catalisadores das cinco temáticas e melhorando as perspetivas a longo prazo. O AXA WF Framlington Evolving Trends é um fundo de ações globais que oferece aos investidores um ponto de acesso comum para que possam estar expostos a um mundo em mudança, através de empresas de elevada qualidade implicadas nas mudanças tecnológicas e demográficas que beneficiam de uma ou de todas as temáticas de crescimento”, explica a diretora-geral da gestora para Portugal e Espanha, Beatriz Barros de Lis.

Aitor Jauregui: BGF Next Generation Technology Fund

Aitor Jauregui

O BGF Next Generation Technology Fund, fundo selecionado por Aitor Jauregui, é gerido por Tony Kim, Reid Menge e a sua equipa que estão baseados em São Francisco, justamente ao lado de Silicon Valley. “Trata-se do fundo temático que investe nas tecnologias mais avançadas, permitindo captar tendências emergentes no setor tecnológico e investir nos potenciais líderes do mercado de amanhã. Centram-se em sete áreas: Inteligência artificial, computação na nuvem, 5G, internet das coisas, veículos elétricos, robótica e Fintech. Para além disso, identifica 35 subtemas emergentes dentro deles o reconhecimento facial 3D, micro LED, jogos, pagamentos eletrónicos, consumo na rede e atenção médica digital. Não tem restrições de exposição setoriais e geográficas, e está caraterizado por uma inclinação para títulos de média e pequena capitalização. Na verdade, as 100 principais empresas com maior capitalização dentro do setor tecnológico excluem-se da carteira, para assegurar a exposição direta e diversificada aos temas mais inovadores”, explica o responsável da BlackRock para Portugal, Espanha e Andorra.

Sasha Evers: BNY Mellon Mobility Innovation Fund

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Gerido pela Mellon, a gestora de investimento temática da BNY Mellon IM, este fundo investe em ações de empresas que lideram a inovação no âmbito da mobilidade. “Os investimentos estruturam-se em quatro subtemas: conectividade (a enorme implantação de infraestruturas relacionadas com a nova geração de carros elétricos e veículos autónomos, com o 5G como fator-chave de desenvolvimento), eletrificação, veículos autónomos e mobilidade partilhada ou  novos modelos de uso de automóveis. A temática abarca a natureza mutante da mobilidade, tanto de passageiros como de mercadorias. O fundo pode investir em toda a cadeia de valor, desde as matérias-primas que dão  forma à nova geração de baterias de carros elétricos até aos fabricantes de drones que fazem a distribuição ao domicílio”, destaca Sasha Evers, diretor-geral da BNY Mellon IM para a Península Ibérica e América Latina.

Mario González e Álvaro Fernández: Capital Group New Perspective

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Os co-responsáveis de desenvolvimento de negócio da Capital Group para a Península Ibérica, Mario González e Álvaro Fernández, elegem o Capital Group New Perspective, “um fundo que tem como mandato identificar de forma muito precoce as empresas multinacionais campeãs do futuro. Nos seus 47 anos de vida, proporcionou uma rentabilidade depois de comissões de 12%, quase 4% acima do seu índice de referência. Estes resultados foram conseguidos com um nível de risco menor do que o índice e especialmente mediante a proteção em mercados bearish; de facto, o fundo teve melhores resultados depois das comissões em 100% dos períodos bearish do mercado (medido como rolling três anos) enquanto nos mercados bullish teve melhores resultados 86% das vezes. 2020 não foi uma exceção e o fundo superou muito bem tanto a grande queda de fevereiro-março com a recuperação posterior”, destacam.

Rubén García Páez: Threadneedle (Lux) Global Focus Fund

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O produto selecionado por Rubén García Páez é o Threadneedle (Lux) Global Focus Fund, um fundo que, tal como explica o responsável da Columbia Threadneedle para a Península Ibérica e América Latina, engloba as melhores ideias em ações mundiais investindo em empresas de crescimento de qualidade com vantagens competitivas duradouras e capacidade para gerar rentabilidades sólidas e sustentáveis. “Ter uma visão global permite procurar empresas com vantagens competitivas, uma sólida geração de cash flows e capacidade para manter os preços. Com uma análise global, sem limite de fronteiras regionais ou de carácter artificial que investir nas que são de verdade as melhores empresas do mundo. A nossa análise global procura vantagens competitivas em empresas que demonstram amplos economic moats utilizando as cinco forças de Porter para avaliar como um mercado suporta as vantagens competitivas duradouras, já que estas podem permitir às empresas gerar de forma constante um crescimento superior à média, assim como uma rentabilidade do capital elevado que tenda a subir”, afirma.

Mariano Arenillas: DWS Invest ESG Equity Income

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Durante 2020 na DWS observaram uma clara aceleração na procura dos investidores europeus em empresas comprometidas com a sustentabilidade dos seus negócios e com claros standards de transparência quanto às suas políticas ESG. Mariano Arenillas, responsável da gestora para Portugal e Espanha, acredita que durante 2021 esta tendência continuará, e aquelas empresas com ratings mais elevados em fatores não financeiros ESG, poderão continuar a ser favorecidas pela procura atual e a mostrar um melhor comportamento relativamente às que não o fazem. “Propomos para 2021 o  DWS Invest ESG Equity Income como ideia de ações globais ESG e que, por sua vez, procura repartir os dividendos recebidos das empresas em que investe. Sustentabilidade e dividendo regular como contrapeso de ideias mais agressivas nas nossas carteiras, por causa de eventos diferentes que possam acontecer de forma distinta do que esperamos”.  

  Sebastián Velasco: FF China Consumer Fund

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O fundo eleito por Sebástian Velasco, diretor-geral  da Fidelity para Portugal e Espanha é o FF China Consumer, “um fundo bottom up que investe no consumo chinês, centrando-se em títulos com um perfil de rentabilidade elevada e capacidade para oferecer um crescimento sustentável a longo prazo. Para 2021, os gestores acreditam que a viragem para a escolha do premium será uma das teses centrais do seu investimento, desde pequenos artigos como a cerveja, até aos maiores, por exemplo, automóveis. Estes segmentos de gama alta têm resistido bem à pandemia e a sua recuperação tem sido também muito forte uma vez que esta foi controlada aí. Entre outros motivos, esta tendência estrutural deriva do aumento da classe média e da crescente urbanização. Por outro lado, continuam a gostar das plataformas de comércio online de elevada qualidade porque a transformação digital da China está a acelerar e beneficiará da melhoria dos rendimentos dos seus negócios atuais enquanto continuam a investir em novas áreas”, revela.

Begoña Gomez: Invesco S&P 500 ESG UCITS ETF

“A bolsa norte-americana tem sido referência a nível global durante os últimos anos e voltará a ser importante em 2021. Se 2020 foi o ano das empresas tecnológicas, acreditamos que 2021 será o ano daqueles setores mais ligados ao ciclo, apoiados pela esperada recuperação económica depois da recessão provocada pela pandemia. Isto deverá favorecer  o principal índice da bolsa norte-americana, o S&P 500. Para investir neste índice, mas com critérios ESG a melhor opção é fazê-lo através de um ETF, o Invesco S&P 500 ESG UCITS ETF, que graças a um custo de apenas 0,09% anual e a otimização da sua estrutura é capaz de bater o índice que replica de forma recorrente.  A sua sólida metodologia de exclusão dá como resultado um perfil muito próximo do índice com o objetivo de conseguir um baixo tracking error e uma vantagem potencial de rentabilidade”, seleciona Begoña Gómez, vendas para Portugal da Invesco.

Martina Álvarez: Janus Henderson Global Sustainable Equity

Para Martina Álvarez, diretora de Vendas da Janus Henderson para a Península Ibérica, 2020 marca um antes e um depois no investimento sustentável. “Vimos como esta crise acelerou várias megatendências, entre elas a importância do investimento responsável e sustentável. Em 2021, a nossa estratégia Janus Henderson Global Sustainable Equity acumula 30 anos”, salienta. “Durante as últimas três décadas, a equipa gestora manteve a mesma filosofia de investimento: identificar aquelas empresas que têm um impacto positivo tanto no meio ambiente como na sociedade. A equipa acredita que há uma relação muito estreita entre desenvolvimento sustentável, inovação e crescimento no tempo. Daí que tenham uma carteira ativa, de 50-70 empresas globais com as quais fazemos um engagement ativo com o intuito de contribuir para os 17 ODS das Nações Unidas e para o nosso objetivo de descarbonização”, destaca do produto.

Javier Dorado: JPM US Select Equity Fund

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O diretor-geral da J.P.Morgan AM para Portugal e Espanha, Javier Dorado, considera que estamos nos primeiros dias de um novo ciclo económico, o qual deveria proporcionar um contexto positivo para os ativos de risco. “Por isso, nas nossas carteiras  continuamos a apostar nas ações americanas para este contexto de mercado. O JPM US Select Equity Fund é um fundo de ações americanas core, cujo objetivo é bater o seu índice de referência ao longo do ciclo económico, de três a cinco anos. A equipa gestora, com mais de 25 anos de experiência, tem como primeira fonte de informação uma equipa de 20 analistas dedicados com mais de 20 anos de média de experiência. A sua filosofia parte da ideia de que o valor de uma determinada empresa está determinado pelo valor presente dos seus fluxos de caixa futuros. Trata-se de uma estratégia com resultados provados ao longo dos anos com um modelo que tem demonstrado acrescentar valor durante mais de três décadas com a seleção de títulos como fator-chave para ele”.

Francisco Amorim: Jupiter European Growth

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A escolha do vendas para o mercado português da Jupiter AM recai num fundo que oferece exposição a empresas localizadas na Europa mas com um alcance global. “A equipa gestora, liderada por Mark Nichols e Mark Heslop como co-gestores, procura crescimento de capital no longo prazo explorando oportunidades de investimento especiais na Europa”, explica o profissional sobre o Jupiter European Growth. Na perspetiva do profissional, “o fundo é adequado para investidores que entendam que o segredo é desenvolver um bom processo de stock-picking, mantendo as posições no longo prazo”. Explica que “os gestores focam-se em identificar negócios geradores de cash com claras barreiras de entrada, oportunidades de crescimento visíveis e estruturas de indústria atrativas. Quando avaliam as ações para incluir no portefólio, os gestores focam-se nas caraterísticas de negócio que pode oferecer uma vantagem duradoura em vez de apenas olharem para factores/performance de curto prazo”.  A carteira concentrada do fundo é normalmente composta por 20 ações que representam mais de 70% do total e, por isso, pode parecer muito diferente do seu benchmark. “ É um perfeito exemplo de uma filosofia de elevada convicção que tem estado ativa desde 1995”, admite Francisco Amorim.

Alicia García: M&G (Lux) Positive Impact

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Segundo a responsável da M&G para Portugal, Espanha e Andorra, Alicia García, combinar yields superiores ao mercado com investir em empresas que gerem um impacto positivo e medível na sociedade na hora de abordar desafios sociais ou meio-ambientais de maneira global é possível através de estratégias como o M&G (Lux) Positive Impact. “Trata-se de um fundo de ações temáticas capaz de demonstrar o papel que o investimento de impacto pode jogar nas carteiras dos investidores em termos de diversificação (investe na bolsa em geral), rentabilidades positivas e compromisso em apoiar empresas cuja atividade reverte de forma positiva para a sociedade energias limpas ou mobilidade sustentável são apenas algumas das temáticas nas quais investe esta estratégia que conduz John William Olsen, gestor que conta com mais de 20 anos de experiência”.

Laura Donzella: Estrategia Global Social Empowerment

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Tal como indica Laura Donzella, responsável de Vendas da Nordea AM para a Península Ibérica, América Latina e Ásia, as considerações ESG estão a ganhar terreno na sociedade à medida que os investidores, políticos, reguladores e empresas reconhecem a urgência de atuar com prontidão. “Dado que atualmente o mundo se está a enfocar principalmente no pilar social. A crise sanitária e as mostras de desigualdade social criaram consciência sobre este tema. Há uma grande oportunidade de investimento por detrás desta megatendência na qual devemos atuar já. A estratégia Global Social Empowerment enfoca-se em selecionar empresas que aportem soluções sociais, ao combinar um impacto positivo na sociedade com a geração de rentabilidades sustentáveis”, revela.

 Ana Claver, CFA: Robeco Global Consumer Trends

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Na perspetiva da entidade, as grandes fortunas setoriais estão a ser influenciadas por tendências globais motivadas por mudanças sociodemográficas, políticas e tecnológicas. Ana Claver, CFA, responsável de negócio da Robeco para a Península Ibérica e Chile, acredita que “essas tendências de longo prazo são uma parte muito importante do processo de criação ou destruição de valor”. Por isso elege o fundo Robeco Global Consumer Trends, um fundo de ações globais de elevada capitalização com um bias growth, centrado no gasto do consumo, embora não seja uma estratégia simplesmente setorial de consumo, mas sim, que na sua perspetiva, procura investir em empresas estruturalmente vencedoras relacionadas com as tendências potentes do setor, comprando os nomes melhor posicionados competitivamente. “Beneficiou este ano, com o COVID, da aceleração de algumas tendências de longo prazo, que já estavam na carteira muito antes de acontecer a pandemia, como são as mudanças no comportamento do consumidor relacionados com o e-commerce, a entrega de comida ao domicílio, streaming, estilo de vida saudável…”, diz. Na sua opinião,“embora agora possamos esperar uma aceleração menos rápida dos beneficiários do COVID, também é verdade que a penetração de determinadas tendências digitais vão continuar a um nível mais alto do que antes do vírus”. “As tendências em que investe estão bastante balanceadas, cada uma com perfis de rentabilidade e risco diferentes”, conclui. 

Carla Bergareche: Schroder ISF Global Climate Change

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Para a diretora-geral da Schroders para Portugal e Espanha, Carla Bergareche, a sustentabilidade e em concreto a luta contra as mudanças climáticas, é muito mais do que uma megatendência. “Os compromissos adotados pelas três maiores potências a nível mundial: Europa com o seu Next Generation Plan, a revolução verde da China e o ambicioso plano climático de Biden nos EUA não fazem mais do que reforçar a tese de investimento na qual se baseia o Schroder ISF Global Climate Change. Aquelas empresas que melhor estejam preparadas para combater as mudanças climáticas beneficiarão não só das novas medidas adotadas pelos governos e das mudanças na procura dos consumidores. Na Schroders há mais de 13 anos que investimos neste tema com excelentes resultados, e acreditamos que ainda existe um grande caminho a percorrer no longo prazo.

Álvaro Cabeza: UBS (Lux) Investment SICAV China A Opportunity

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Uma das apostas mais clara para 2021 e anos sucessivos de Álvaro Cabeza é o investimento no mercado local (ou mercado onshore) de ações chinesas. “É um mercado que é o dobro do mercado offshore, mas que ainda se encontra dominado pelo investidor retail local e, por tanto, está ainda infra-analisado pelos investidores institucionais, o que abre um leque de oportunidades de investimento, derivadas da ineficiência do mercado, que pretendemos capturar através do UBS (Lux) Investment SICAV China A Opportunity. Trata-se de uma carteira baseada na mais pura e tradicional análise fundamental das empresas, graças à experiente e dedicada equipa de analistas, todos baseados localmente e de nacionalidade chinesa. A carteira é muito concentrada, de pura convicção e com vocação de manter os títulos a longo prazo, sempre que os fundamentais não tenham mudado. Conta com 250.000 milhões em ativos sob gestão e com um track record de sete anos, durante os quais tem demonstrado claramente a sua capacidade de gerar alfa face ao mercado”, detalha o responsável da UBS AM para a Península Ibérica.