O mais recente inquérito a gestores publicado pelo BofA Securities revela uma certa continuidade face aos resultados verificados nos meses anteriores. Os gestores continuam a aumentar progressivamente a sua exposição a ações e, quando o fazem, mantêm a sua preferência por ações europeias em detrimento das norte-americanas, ainda que de forma menos acentuada do que no passado.
Concretamente, 36% dos gestores está a subponderar ações dos EUA (em comparação com 38% no mês anterior), enquanto 34% sobrepondera títulos europeus (face a 35% no mês anterior). Onde se verifica uma alteração significativa é no que diz respeito aos mercados emergentes, com 11% dos gestores a sobreponderar este tipo de ações nas suas carteiras – o valor mais elevado desde agosto de 2023.
Esta preferência pela Europa em detrimento dos EUA também é visível no posicionamento cambial dos gestores. Atualmente, 61% dos profissionais inquiridos considera que o dólar está sobrevalorizado, o que explica ser um dos ativos mais subponderados nas carteiras. O oposto verifica-se com o euro, como se pode ver no gráfico abaixo.

Melhores expetativas económicas
Relativamente à perceção dos gestores sobre a situação económica, nota-se um ligeiro aumento do otimismo face aos meses anteriores. Atualmente, apenas 46% dos gestores espera uma fraqueza económica – exatamente metade dos que tinham essa perspetiva há um mês. E, entre os que continuam a prever uma desaceleração da economia, a grande maioria acredita que será mais um soft landing do que um hard landing.

