Focando agora nos fundos de obrigações de gestão nacional, a conclusão não muda. Mais além, os resultados mostram uma disparidade bastante mais relevante entre o retorno do fundo e o retorno do investidor. Em média, os investidores arrecadam 58% do retorno conseguido pelos próprios fundos em que investem, quando analisada a média do peso do retorno do investidor no retorno do fundo. Noutra perspetiva, o retorno médio anualizado do investidor foi de 1,22% nos últimos três anos, enquanto o retorno médio dos fundos, no mesmo período, foi de 1,7%, uma diferença de 0,48%. Além disso, enquanto que na análise dos fundos de ações verificámos que apenas 31 das 60 classes de fundos consideradas registavam um retorno menor do investidor médio do que o retorno do fundo, no caso dos fundos de obrigações são quatro quintos dos fundos que se enquadram nessa situação (21/26). De realçar novamente que estes dados são certamente influenciados por mais do que apenas fluxos de compra e venda de fundos numa lógica de timing de mercado, mas o que os números nos dizem é quem em média, os fundos se comportam melhor do que aquilo que ganham os investidores. Novamente, relembramos que cabe aos gestores de ativos passar a mensagem aos seus investidores de que é importante permanecer nos investimentos pelos horizontes de investimento recomendados para que os clientes capitalizem adequadamente o seu expertise de gestão.
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