O formato ETF torna-se uma alavanca estratégica para o crescimento e a distribuição

Mauro Panebianco
Mauro Panebianco. Créditos: Cedida (PwC Italy)

Os ETF ativos inserem-se num mercado europeu de ETF que continua a crescer a um ritmo sustentado, mas o seu desenvolvimento tem implicações que vão além do produto. Em entrevista à FundsPeople, Mauro Panebianco, Partner PwC Itália, EMEA Advisory Leader & member of AWM EMEA Leadership Team, explica como, num contexto de maior concorrência e pressão sobre as margens, estes instrumentos representam para as gestoras uma forma de chegar a uma base mais ampla de investidores finais e captar novos fluxos. A lógica é clara: aceitar margens unitárias mais reduzidas, associadas a estruturas de comissões geralmente inferiores às dos fundos tradicionais, em troca de volumes potencialmente superiores. Uma opção que, no entanto, tem implicações significativas no modelo operacional das gestoras. Ao mesmo tempo, o wrapper assume um peso crescente nas escolhas dos investidores, sobretudo entre os mais jovens e os mass affluent: já não conta apenas a estratégia, mas também a forma como esta é disponibilizada.

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