O Golias das carteiras de investimento em Portugal: a reserva estratégica do sistema de pensões

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José Vidrago. Créditos: Vitor Duarte

José Vidrago é há pouco mais de quatro anos o responsável pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS). É o timoneiro que comanda a equipa de cerca de 40 pessoas que tem sob a sua alçada uma das maiores reservas financeiras institucionais do país, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS). Não é um fundo soberano nos mesmos termos do conhecido fundo soberano norueguês, com os seus mais de dois biliões de euros em ativos, mas não obstante, é também uma carteira de investimentos que existe para defender o futuro financeiro de todos os portugueses. Tecnicamente falamos de um Public Pension Reserve Fund, parte do nosso sistema público de pensões e que se configura como “um fundo de reserva de natureza prudencial, concebido como instrumento de estabilização intertemporal num sistema predominantemente assente na repartição”, como o define José Vidrago. “Num contexto de envelhecimento demográfico estrutural, o fundo reforça a sustentabilidade do sistema ao permitir suavizar choques económicos e financeiros, reduzir a vulnerabilidade em períodos de recessão e mitigar riscos associados a desequilíbrios temporários entre receitas contributivas e despesa com pensões”, explica.

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