O posicionamento de Portugal no universo da gestão europeia

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Créditos: Aayush Gupta (Unsplash)

As mais recentes contas da EFAMA (Associação Europeia de Fundos de Investimento) dão conta de mais de 4.500 gestoras de ativos ativas na Europa em 2020. E o óbvio começa por ser constado pela Associação no Relatório Asset Management in Europe – na overview of the asset management industry: a importância de centros financeiros como Londres, Paris e Frankfurt.  

Desse modo, são o Reino Unido, França e a Alemanha que reuniam o maior número de entidades gestoras em 2020 – 1.100, 680 e 386, respetivamente. O Luxemburgo e a Irlanda também são naturalmente destacados. Falam mesmo do “papel que estes dois países representam na distribuição transfronteiriça de UCITS e AIFs”.

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Fonte: EFAMA

Em contrapartida, Portugal distancia-se dos grandes centros financeiros, obviamente. A EFAMA contabiliza 67 empresas de gestão de ativos no nosso país em 2020, longe das 122 da vizinha Espanha, por exemplo. Contudo, apresenta um universo mais saliente do que por exemplo a Dinamarca, a Finlândia, a Bélgica ou a Áustria.

Contextualizando, a Associação mostrou também a relação das gestoras de ativos com outros grupos financeiros, por país. A análise centrou-se considerando o número de entidades e não o montante dos seus ativos sob gestão.

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Fonte: EFAMA

Portugal aparece na quarta posição, em termos de preponderância de gestoras que pertencem a grupos bancários, como visível na figura. Mais de 40% das entidades pertencem a instituições bancárias. Do conjunto de países apresentados, o nosso país e a França são os que apresentam menor percentagem de entidades vinculadas a grupos seguradores.

Destaque ainda para o facto de o nosso país apresentar uma percentagem superior a 40% de entidades pertencentes a grupos financeiros independentes.