Observações sobre os mercados emergentes

JN_joaquim nogueira
-

O universo de mercados emergentes é extremamente diverso. Catalogados dentro desta mesma categoria encontramos países cujos ciclos económicos não estão, de todo, relacionados e cujos mercados estão expostos a uma grande diversidade de fatores. Contudo, apesar da diversidade, 2015 trouxe consigo o início de um período menos positivo para o conjunto dos emergentes. Nesse período, os receios entre os investidores chegaram a um ponto em que estes se afastaram de tal modo da classe de ativos que esta se caraterizava como “underowned, underloved and underbought”. A expressão em inglês foi utilizada por Joaquim Nogueira, gestor do GAM Emerging Markets Equity Fund, que embora português, tem construído o seu percurso profissional em Londres, gerindo ações emergentes na GAM. Atingidos os mínimos do mercado, deu-se então uma recuperação que o gestor apelida como técnica, resultado de uma sub-exposição agressiva à classe de ativos. “Os mercados estavam sobrevendidos e os investidores começaram a olhar novamente para os ativos e a encontrar valor. Começaram a comprar num ambiente de baixa liquidez, o que fez com que as ações e as moedas subissem bastante num curto período de tempo”, descreve Joaquim Nogueira. Desde então, os mercados começaram a sentir os efeitos positivos de terem estado em contraciclo face aos países desenvolvidos. “Enquanto estes desceram as taxas de juro para níveis nulos e começaram a imprimir dinheiro, os emergentes viviam com o problema da inflação. No entanto, recentemente, vimos várias destas economias a controlar a subida dos preços e a começar a descer as taxas de juro, o que se refletiu na confiança económica e nos resultados das empresas”, descreve.

Este é um artigo exclusivo para os utilizadores registados da FundsPeople. Se já estiver registado, aceda através do botão Login. Se ainda não tem conta, convidamo-lo a registar-se e a desfrutar de todo o universo que a FundsPeople oferece.