De maneira geral, esperamos um forte ritmo de crescimento económico global em 2021, particularmente a partir do 1º trimestre, com o desenrolar dos programas de vacinação em larga escala a permitirem o início de uma normalização sustentada da atividade. A recessão de 2020 teve uma origem exógena (pandemia Covid-19), ao contrário, por exemplo, da recessão de 2008, que teve uma origem endógena (desequilíbrios excessivos no sistema financeiro). Historicamente, recessões com origem exógena tendem a ser profundas, mas relativamente curtas. No segundo semestre de 2020 verificámos, efetivamente, uma retoma relativamente rápida da atividade económica, com estímulos orçamentais e monetários sem precedente a evitarem maiores “cicatrizes” de longo-prazo. Ainda assim, até aqui a recuperação foi bastante incompleta em termos setoriais (uma recuperação económica “em K”, onde algumas indústrias rapidamente recuperaram os níveis pré-vírus, enquanto outras continuam bastante deprimidas), deixando uma recuperação completa à mercê do desenvolvimento de vacinas seguras e eficazes. Felizmente, as notícias nesta frente têm sido bastante encorajadoras, e como tal esperamos que os países desenvolvidos consigam atingir um grau de imunidade de grupo entre a primavera e o verão de 2021, colocando assim um “ponto final” na pandemia (ainda que, até lá, os próximos meses continuem a ser bastante desafiantes).
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