Globalmente os dados macroeconómicos apresentam uma robustez ímpar espelhadas pelas taxas de crescimento do PIB, dados do emprego e pelo otimismo dos resultados empresariais. No próximo ano, a tónica dominante está centrada na possibilidade de os dados da inflação atingirem os tão aguardados níveis pretendidos. Nesta conjuntura e à semelhança do que tem acontecido nos anos transatos, o mercado está focado nas decisões das políticas monetárias por parte dos principais bancos centrais. Nos EUA, após as 3 subidas de 2017, a FED irá continuar a sua política de retirada de estímulos ao subir a sua taxa diretora provavelmente entre 2 a 3 vezes ao longo do ano de 2018. Na Europa, o processo de retirada de estímulos promovido pelo BCE está ainda no início, sendo que a redução do plano de compras mensais de ativos foi reduzida de 60M€ para 30M€ para o período de janeiro a setembro de 2018. É o mote para o início do ciclo de subidas da taxa diretora que deverá acontecer entre o final deste ano ou início do próximo. Ainda em contraciclo das entidades homólogas, a política monetária nipónica indicia prosseguir expansionista. Os seus decisores políticos vão continuar a pressionar a inflação com estímulos fiscais, promovendo a criação de emprego e subida salarial para fomentar o consumo. Os mercados emergentes deverão dar continuidade às excelentes performances do ano passado impulsionados pela depreciação do dólar, pela maior preponderância do setor tecnológico neste mercado e recuperação de algumas commodities.
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