Os cinco fundos ambientais com melhores resultados por rentabilidade-risco

Dia Mundial do Ambiente, Os cinco fundos ambientais com melhores resultados por rentabilidade-risco
Créditos: Yan Ming (Unsplash)

O Dia Mundial do Ambiente foi celebrado no dia 5 de junho. Esta data, celebrada há mais de 50 anos, torna-se especialmente importante nesta ocasião, dada a situação atual em torno do mercado da energia e a crescente consciência social e empresarial da preservação dos recursos naturais. A indústria de gestão de ativos está a prestar especial atenção a esta questão, estimulada por uma regulamentação cada vez mais rigorosa em matéria de ESG. No âmbito desta importante data, na FundsPeople analisámos quais são os fundos ambientais (os incluídos na categoria de Sector Equity Ecology da Morningstar) com o melhor rácio de Sharpe a três anos e as características de cada um deles.

1. Nordea 1 Global Climate and Environment

É um dos maiores fundos ambientais do mercado e com um track record mais elevado (14 anos). E também aquele com o maior rácio de Sharpe a três anos (0,93). Medido face ao MSCI ACWI, apresenta um active share de 97%. Desde que a Nordea AM o lançou no mercado, o produto é gerido por Thomas Sørensen e Henning Padberg. No seu processo de análise e seleção de empresas para o portefólio, ambos os gestores focam-se nas empresas que operam nos setores da eficiência dos recursos, proteção ambiental e energias alternativas. O seu objetivo é gerar retornos atrativos, identificando oportunidades sub-analisadas para as incluir numa carteira concentrada de ideias de elevada convicção. Atualmente têm cerca de 60 valores na sua carteira.

2. DWS Invest ESG Climate Tech

Este fundo da DWS tem um rácio de Sharpe a três anos de 0,875. O fundo foi lançado em 2019 e desde então é gerido por Tim Bachmann e Paul Buchwitz. Apostam numa carteira composta por aproximadamente 80 valores. A active share também é muito elevada (94%, de acordo com dados da Morningstar). A carteira é equilibrada entre empresas com um negócio cíclico e defensivo.

3. Wellington Climate Strategy

Este fundo da Wellington Management empata com a DWS quanto ao rácio de Sharpe (0,85). A carteira é gerida por Alan Hsu, que tem 19 anos de experiência na indústria. É apoiado pela equipa de Análise Climática da gestora. O seu objetivo é ultrapassar o MSCI ACWI investindo em empresas que abordam diretamente a questão da sustentabilidade ambiental, oferecendo produtos ou serviços destinados a resolver a descarbonização e questões relacionadas com a eficiência dos recursos. Dividem o universo de investimento em cinco categorias principais: eletricidade de baixo carbono, transporte de baixo carbono, gestão de recursos hídricos, eficiência energética e infraestruturas climáticas. Trata-se de um produto incluído no artigo 9 da SFDR.

4. Schroder ISF Global Climate Change

É uma das grandes apostas da Schroders. E também um dos principais fundos em termos dos resultados por rentabilidade-risco. A três anos, o seu rácio de Sharpe é de 0,80. Tal como o fundo da Nordea AM, destaca-se também por ser um dos produtos ecológicos mais antigos do mercado. Foi lançado em 2007 e desde então tem sido gerido por Simon Webber. O fundo tem uma equipa interdisciplinar que inclui especialistas em alterações climáticas com experiência em investimentos em setores como tecnologia, energia, serviços públicos, materiais e automóvel. Conta ainda com cientistas de dados, bem como uma equipa dedicada à sustentabilidade que compreende a ciência das alterações climáticas e como se liga às tendências económicas.

5. Vontobel Clean Technology

O rácio de Sharpe a três anos deste fundo da Vontobel AM é de 0,776. Tem também um track record muito longo, que remonta a 2008, e um elevado active share (97%). Atualmente, a estratégia é gerida por Pascal Dudle e Stephan Eugster. Têm 64 empresas em carteira. As empresas em carteira cumprem três objetivos: melhorar as nossas vidas, minimizar a nossa pegada de carbono e ter um bom desempenho financeiro. O fundo tem um enviesamento estrutural para os setores das tecnologias industriais e da informação. Fazem também uma importante alocação a infraestruturas de água e de energia limpa. Estes três setores representam cerca de 70% da carteira.

Ranking dos 5 fundos de Sector Equity Ecology com o maior rácio de Sharpe a três anos

PosiçãoFundoRentabilidade anualizada a três anosVolatilidade a três anosRácio de Sharpe
1.Nordea 1 - Global Climate & Environmental20,59%17,42%0,928
2.DWS Invest ESG Climate Tech21,22%19,06%0,875
3.Wellington Climate Strategy20,41%18,05%0,875
4.Schroder Global Climate Change18,23%16,90%0,798
5.Vontobel Clean Technology17,61%16,99%0,776

Fonte: Morningstar com dados no fecho de abril de 2022. Categoria Morningstar: Sector Equity Ecology.