Os hedge funds mostram-se otimistas relativamente ao seu negócio a 12 meses

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Créditos: Christina, Unsplash

A Alternative Investment Management Association (AIMA) pôs em marcha o índice HFCI, um indicador no qual colaborou com a Simmons & Simmons e com a Seward & Kissel, que mede o nível de confiança que têm os hedge funds a nível global face às suas próprias expectativas de negócio durante os próximos 12 meses.  Na elaboração do índice participaram 300 hedge funds que gerem um património de 1 bilião de dólares.

Segundo o mesmo, mais de 90% dos participantes mostraram uma confiança positiva quando lhes foi pedido que elegessem entre uma faixa de -50 a +50, onde +50 indica o nível mais alto possível de confiança económica para a empresa durante o próximo período de 12 meses e -50 indica o nível mais baixo de confiança económica para a empresa durante o mesmo período.

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Menos dispersão do que no passado

Em média, a nota que deram estes players do mercado à evolução que esperam do seu negócio nos próximos 12 meses foi de 18 pontos, o que implica um crescimento de 40% face a dados de dezembro de 2020. Naquela altura via-se uma certa dispersão nas respostas em função do património sob gestão, mas essa dispersão esbateu-se neste arranque de ano. De facto, tanto os grandes como os pequenos hedge funds expressam altos níveis de confiança, sendo os grandes fundos os que mais confiança demonstram com uma classificação média de 19 pontos positivos, em comparação com os hedge funds mais pequenos, que obtêm uma classificação de confiança de 17 pontos positivos.

Quanto às estratégias que seguem os hedge funds que mais confiança demonstram no seu futuro próximo, destacam-se os produtos que se dedicam a estratégias como as long/short equity, event driven, CTA e futuros sob gestão.

“À medida que entramos no segundo trimestre deste ano, os hedge funds gozam de um saudável nível de confiança com a promessa de que se avizinham tempos melhores. Outros motivos de alegria para o setor são o contínuo e forte apetite dos investidores por hedge funds, enquanto a carteira de lançamentos de novos fundos continua a ser sólida”, afirma Tom Kehoe, responsável global de Research e Communications na AIMA.