As eleições espanholas desenharam um novo arco parlamentar. Para muitos gestores, os resultados representaram um alívio, ao se dissipar uma das maiores incertezas que estava a pesar na evolução dos mercados de ações e obrigações espanhóis nos últimos meses. Segundo Tanguy Le Saout, diretor de fixed income europeia da Pioneer Investments: “O resultado da contagem das urnas resultou no pior cenário, uma maioria da coligação do Unidos Podemos e do PSOE, com a capacidade para adotar políticas pouco favoráveis aos mercados. No entanto, a ausência de uma clara maioria limitará os ganhos que poderão registar os mercados espanhóis de obrigações. Não há mudanças significativas nas expectativas das obrigações espanholas ou europeias”, afirma. A rentabilidade da obrigação soberana espanhola a dez anos subiu para 1,95% e o spread para com o bund alemão – com uma yield negativa, atualmente – situa o prémio de risco espanhol acima dos 200 pontos base. O Brexit parece estar a pesar mais no ânimo dos investidores que o resultado eleitoral.
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