Os investidores sentem-se muito incomodados quando têm que gerir o risco que representa para as suas poupanças a proximidade de um acontecimento de caráter político. A recente correção dos mercados depois do referendo britânico sobre o Brexit acaba de pôr às claras o perigo das apostas no resultado oposto. O risco de saída do Reino Unido da união Europeia tinha sido praticamente descartado nas últimas sondagens publicadas, pelo que um grande número de investidores abraçou sem reservas esta suposta evidência. Segundo Didier Saint-Georges, membro do comité de investimentos da Carmignac, ao fazê-lo, infringiram com uma única ação duas normas elementares da gestão de riscos: 1) manter sempre um pensamento independente, atrevendo-se a ir contra o consenso, mesmo quando este seja quase unânime; 2) proteger-se perante riscos muito assimétricos.
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