Charles Zerah faz parte da equipa de obrigações da Carmignac e como para qualquer gestor de obrigações com uma carreira suficientemente longa - Zerah tem mais de 20 anos de experiência - fica distante a memória de uma classe de ativos muito mais matemática. Nos dias de hoje, o desequilíbrio e o sentimento são a palavra de ordem e os desajustes que se verificam alastram às restantes classes de ativos. “Se mantivermos as taxas baixas por um período longo conseguimos justificar qualquer nível de valuation. Desde que os bancos centrais começaram a intervir diretamente nos mercados de obrigações, estes nunca mais foram os mesmos e se nós, como indivíduos, não somos impactados pelas taxas negativas, as empresas e os gestores de ativos são e isso faz com que o desequilíbrio se espalhe. A sobrevalorização dos ativos vai durar, não dias ou semanas, mas meses ou alguns trimestres, e eventualmente vai criar volatilidade. E é isso que nós tentamos gerir na equipa de obrigações da Carmignac. Porque o nosso trabalho é gerar performance, mesmo quando o contexto é instável”, introduz o gestor.
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