A evolução dos fundos perfilados agressivos em 2021

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Créditos: Ray Hennessy (Unsplash)

Com a adição da gama de fundos de investimento PPR/OICVM Smart Invest da entidade Invest Gestão de Activos, os fundos de investimento perfilados nacionais passaram a ser 45 em 2021. Poderá consultar todas as gamas de fundos de investimento perfilados no artigo do link

Entretanto, a última vez que observámos a evolução da alocação dos fundos mais agressivos foi com referência ao final de dezembro de 2020. Nesse sentido, como terá evoluído a alocação desses fundos até abril de 2021? 

Assim sendo, e tal como é habitual, o foco será nas classes de ativos e geografias das carteiras médias dos produtos, sendo que, os dados foram retirados da Morningstar Direct

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Ao olharmos para o gráfico acima, vemos que, desde o início de 2021, os fundos com cariz mais agressivo aumentaram marginalmente a alocação a ações cerca de 1,8%. Efetivamente, em janeiro de 2021, as ações pesavam em média 66,82% nas carteiras dos produtos perfilados agressivos e, em maio, 68,58%.

Se repararmos, foi também nestes meses quando os mercados acionistas estiveram mais voláteis possivelmente devido ao aumento das preocupações com uma possível pressão inflacionista. De relembrar que, no final de abril, era consensual entre as opiniões dos profissionais um receio de uma pressão inflacionista, mas a FundsPeople deu recentemente conta que – segundo o último Fund Manager Survey da BofAos gestores veem uma inflação transitória e reduziram a sua exposição a obrigações para mínimos de há três anos

Consequentemente, a exposição à classe obrigacionista por parte dos gestores de fundos perfilados agressivos diminuiu 1,44%, desde janeiro até abril de 2021. Assim sendo, no final de abril, a alocação média dos fundos a esta classe de ativos era de 23,82%, pelo que, de facto, é a menor exposição a obrigações que podemos observar no gráfico. 

Europa desenvolvida ganha terreno

Concretamente na classe acionista, e agora olhando para as geografias, numa altura em que se falou tanto numa possível oportunidade em aumentar a exposição das carteiras a ações europeias, a exposição média dos fundos perfilados nacionais agressivos a essa mesma região aumentou, ainda que ligeiramente. Como é possível observar pelo gráfico abaixo, a Europa desenvolvida pesa agora em média 21,98% nas carteiras dos fundos. Sendo que, no início deste ano pesava 21,22%. De facto, esta foi a região que maior subida de exposição registou nas carteiras dos fundos perfilados. 

No mesmo sentido, a exposição à América do Norte também aumentou. Se no início de 2021 a alocação a ações desta região era de 27,43%, no final de abril era de 28,07%. 

Contudo, foi a região da Ásia – a par da Europa emergente – que verificou a menor subida desde o início do ano. Ainda sobre a Ásia, Anthony Wong, CFA, gestor de carteiras de ações chinesas da Allianz Global Investors, publicou recentemente 10 coisas a saber sobre as ações da China.  

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Obrigações

Já olhando para as obrigações, a subcategoria de obrigações soberanas foi a que perdeu mais preponderância desde o início do ano nas carteiras destes fundos. Em sentido contrário, a alocação a obrigações corporativas continua a ganhar exposição, mas sofreu mais oscilações durante os primeiros meses de 2021, pesando – em média – mais de 15%. 

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Por fim, se atentarmos na alocação geográfica das obrigações, a Europa desenvolvida foi a que perdeu mais exposição desde o início do ano. No entanto, ainda é a região com maior exposição, pesando agora 14,50% na carteira dos fundos. 

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