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Em mais um semestre marcado pela incerteza, quatro casas de investimento discutiram onde encontram valor, onde veem excessos e que riscos podem estar fora do radar dos investidores.
Entre ações, obrigações, commodities e liquidez, oito casas partilharam no Investment Outlook da FundsPeople as principais preferências de alocação para os próximos meses.
A Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos publicou a 7.ª edição do Boletim do Setor Segurador e de Fundos de Pensões, com dados referentes a 2024. O relatório permite comparar a composição das carteiras dos fundos de pensões nos diferentes mercados lusófonos, evidenciando realidades distintas entre países.
Durante o evento anual realizado em Paris, a CEO da Amundi afirmou que o mundo está a entrar numa nova era marcada pela rivalidade entre blocos e pela fragmentação económica. Além disso, Janet Yellen, a ex-secretária do Tesouro dos EUA, advertiu que a dívida e a dominância fiscal tornaram-se riscos importantes para os mercados.
Para Sebastian Lewis, estratega sénior do Advisory Research Centre da Vanguard, a concentração não é uma anomalia que deva ser corrigida, mas sim uma característica inerente ao funcionamento dos mercados de ações.
O Optimize Portugal Golden Opportunities Fund, o BPI Renda Trimestral - Dinâmico e o Save & Grow PPR/OICVM ocupam o pódio dos fundos multiativos nacionais mobiliários que mais captaram nos últimos três anos.
Desde a redução do peso dos Estados Unidos nas alocações, ao crescimento do retalho, passando pelo regresso do multiativos e pelo sucesso dos ETF: as tendências-chave que emergem do mais recente Fact Book da associação.
Segundo a Chief Market Strategist EMEA, que interveio no Media Summit 2026, quanto mais aumenta a incerteza, mais os governos e as empresas serão forçados a aumentar a despesa, sustentando assim os mercados. Na Europa, continua elevada a quota de liquidez parada em depósitos, com efeitos negativos para investidores e economia.
Segundo indica Manoj Patel, gestor do DWS Invest Global Infrastructure, a sua exposição a ativos reais e à eletrificação posiciona-as como uma alternativa cada vez mais atrativa para a alocação de ativos.
O gestor do Amundi Tiedemann Arbitrage Strategy Fund explica como o atual ambiente de volatilidade e mudança regulatória está a ampliar os spreads em operações corporativas. Na sua opinião, as fusões mais complexas oferecem hoje as maiores oportunidades de alpha no arbitragem de fusões.
Jane Bleeg, gestora do AB International Healthcare, destaca que o setor da saúde combina crescimento estrutural, inovação sustentada e uma exposição assimétrica à inteligência artificial num momento de valuations atrativas.
A três anos, os fundos multiativos nacionais evidenciam diferenças claras de desempenho entre perfis de risco, num período em que a capacidade de adaptação às mudanças de mercado foi determinante para os resultados.