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Este evento reunirá investidores, gestores de fundos e especialistas do setor para debater os desafios e oportunidades deste mercado.
A inteligência artificial introduziu um novo elemento de análise num dos segmentos que mais cresceu nos últimos anos: o direct lending. A exposição de alguns fundos ao setor do software nos Estados Unidos levou os investidores a analisar com maior detalhe a construção das carteiras. Ainda assim, para já, este episódio não se traduziu num contágio significativo aos mercados públicos.
Elliot McIlrath e Lorenzo Baldassini, da PIMCO, desmontam um dos erros mais comuns na alocação a crédito privado: tratá-lo como uma categoria homogénea. Num contexto de maior dispersão e incerteza, a seletividade deixou de ser uma opção para passar a ser um fator determinante.
Os mercados privados continuam a contar com o apoio dos investidores institucionais, mas a forma como estes alocam capital está a mudar. A nova edição do Global Private Capital Barometer da Coller Capital confirma que os LP mantêm o seu compromisso com esta classe de ativos, embora com uma relação mais exigente com os GP.
Embora Jakub Lichwa, gestor de carteiras na TwentyFour AM, reconheça que existe risco de contágio para os mercados públicos de rendimento fixo, considera que o impacto deverá ser limitado pela solidez dos fundamentais e pelo contexto técnico favorável.
O mercado europeu de dívida iniciou 2026 com um tom mais prudente. A incerteza geopolítica, as dúvidas sobre as tarifas e o impacto da inteligência artificial em determinados modelos de negócio arrefeceram a atividade e elevaram as exigências dos credores. É o que revela a última edição do European Debt Market Monitor da DC Advisory.
A maturidade alcançada pelos mercados privados e as maiores dificuldades para gerar liquidez estão a reforçar o papel dos secundários de dívida privada dentro das carteiras institucionais.
O setor do software atravessa uma fase de ajuste que está a obrigar os investidores em crédito a afinar a análise. A pressão sobre as valuations, a incerteza sobre a recuperação e um apoio mais seletivo por parte dos sponsors financeiros mudaram o tom num segmento que durante anos foi percebido como especialmente resiliente pela recorrência dos seus retornos e pela sua capacidade de crescimento.
A BlackRock defende que os períodos de menor liquidez e de angariação de fundos fraca podem gerar algumas das melhores oportunidades de investimento em mercados privados.
As incertezas globais e os desequilíbrios no private credit refletem-se na captação de fundos à escala global, sobretudo nos de dívida. No primeiro trimestre de 2026, o panorama dos mercados privados continua marcado por uma forte seletividade por parte dos investidores.
A dívida privada continua a crescer a nível global e a consolidar-se como uma parte relevante dos investimentos alternativos, embora a sua evolução recente também evidencie um ambiente mais exigente.
Os últimos episódios de tensão em alguns veículos reabriram o debate sobre os fundamentais do crédito privado, num momento em que o ativo já ocupa um lugar estrutural no financiamento empresarial.