A sessão desta terça-feira voltou a ser de alta tensão nos mercados, com fortes quedas iniciais de mais de 2%, que se transformaram em lucros finais superiores de 1%. A queda de 6% registada na véspera pelas bolsas chinesas não teve contágio. Ou seja: o gigante asiático continua a estar na base do problema. “A volatilidade nos mercados de ações chineses, e as desajeitadas tentativas das autoridades para deter as quedas dos preços agravaram mais ainda os nervos dos investidores sobre o futuro da China. O pior é que as saídas de capital do país brigaram o governo chinês a modificar a sua política cambial. Se as autoridades chinesas forem incapazes de deter a fuga de capitais, e se o renmimnbi se desvalorizar de forma significativa, o risco de crise sistémica aumentará substancialmente. Pequim tenta agora desvalorizar gradualmente o renminbi face ao dólar, e também em relação ao cabaz integrado pelas moedas dos seus principais parceiros comerciais. Isto aumenta ainda mais a vulnerabilidade das moedas de outros países de mercados emergentes”, explica Maarten-Jan Bakkum, Estratega sénior de mercados emergentes de NN IP.
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