As movimentações das entidades gestoras no mercado nacional de fundos imobiliário em 2020

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Os valores sob gestão dos fundos imobiliários abertos portugueses cresceram 277 milhões de euros em 2020. É por meio deste valor que introduzimos o tema de hoje no qual observamos como mudou o panorama, ao nível das entidades gestoras, no mercado de fundos imobiliários nacional em 2020.

A Interfundos, entidade gestora que em 2019 fechava o ano com maior quota de mercado (12,9%) – passado um ano – continua como líder de mercado. Todavia, em termos comparativos com 2019, o número de fundos da entidade diminui, bem como a sua quota de mercado (-0,4%).

A Square Asset Management não viu aumentar ou diminuir a sua quota de mercado relativamente a dezembro de 2019, mantendo o seu poder de mercado em 11,3%. Contudo, em 2020, a entidade trouxe para o mercado um novo fundo imobiliário aberto. Estamos a falar do Property Core Real Estate Fund, fundo que nasceu em outubro e já popular entre os investidores de duas plataforma. Prova disso é que nos meses de novembro e dezembro, o fundo já constava na lista de mais subscritos do Banco Best e Banco Carregosa.

Na revista FundsPeople 35, numa entrevista a Pedro Coelho e Luís Dias, dávamos-lhe conta de qual foi a abordagem da gestora relativamente ao lançamento deste fundo que nasce de uma parceria com o Banco Best.

Mercado de fundos de investimento imobiliário

Fonte: CMVM

A Caixa Gestão de Ativos fecha o top 3 no mercado de fundos imobiliários com 9,2% de quota de mercado em dezembro de 2020. Este número traduz uma evolução de 1,3% relativamente a dezembro de 2019 o que representa a ascensão ao terceiro lugar no ranking enquanto em 2019 esta se situava na quarta posição.

Adicionalmente, a GNB Real Estate, ascendeu à quarta posição no ranking, ao passo que no final de 2019 se posicionava na quinta posição. Os dados mais recentes da CMVM mostram que a quota de mercado desta entidade é agora de 6,3%.

As entidades gestoras com variações anuais mais significativas das suas quotas de mercado foram a Norfin e a Libertas. A primeira entidade representou uma variação negativa de menos 4,2% de quota de mercado relativamente a dezembro de 2019 e, a segunda entidade simbolizou a variação positiva mais significativa neste período temporal (2,5%).