Caixa Gestão de Ativos termina 2020 com 23,4 milhões de euros em comissões de gestão e aconselhamento

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O ano de 2020 foi desafiante para a Caixa Gestão de Ativos, como seria de esperar. Como relata no relatório e contas a entidade, o ano passado foi bastante desafiante “em termos de acompanhamento e manutenção de clientes”. O segundo trimestre do ano, revelam também, marcou o início da recuperação de confiança dos clientes, “ainda que ténue”, bem como “o reforço de investimento nas carteiras”.

A segunda metade do ano marcou outra tendência. A colocação de fundos “como uma forte alternativa de investimento para gerar retorno a médio e longo prazo”, o que gerou boa aceitação dos clientes.

Consolidação de liderança

Precisamente a área de fundos de investimento da entidade foi das mais prósperas em 2020. A Caixa GA manteve-se líder no segmento, com uma quota de 32,7% nos fundos mobiliários. O suporte veio da parte dos fundos multiativos e dos fundos de ações, como confirmam os números abaixo. Juntos os dois segmentos registaram uma variação de mais de 40% de um ano para o outro.

Fonte: Relatório e Contas Caixa GA 2020

Alguns fundos da Caixa GA constaram mesmo da lista de fundos com mais captações em 2020.

No âmbito dos fundos imobiliários, o ano também foi de crescimento. Os fundos deste segmento geridos pela Caixa GA totalizavam 931 milhões de euro no final de 2020. Um montante gerido por um fundo imobiliário aberto de subscrição pública (Fundimo) e por 11 fundos fechados de subscrição particular. Em 2020 registou-se a liquidação do fundo Cidades de Portugal, a saída do Eurofundo e o início da gestão do fundo Saudeinveste.

Fonte: Relatório e Contas Caixa GA 2020

Na gestão discricionária e consultoria para investimentos, o ano foi de mudanças. Como lhe informávamos em maio passado, segundo a APFIPP, a Caixa Gestão de Ativos verificava um “levantamento parcial de um cliente institucional de grande dimensão“.

Fonte: Relatório e Contas Caixa GA 2020

Do mesmo modo, no relatório e contas, a entidade destaca que “o negócio de gestão discricionária de carteiras e consultoria para investimentos decresceu cerca de 12.538 milhões de euros, devido à saída da carteira de um cliente institucional”. Assim, a gestão de carteiras valia 6.133 milhões de euros no final de 2020, e a consultoria para investimentos 2.622 milhões de euros.

Alguns dos aspetos acima mencionados, fizeram com que o produto bancário crescesse 6,5% para 22,6 milhões de euros face ao período homólogo. Os rendimentos de comissões de gestão e aconselhamento totalizaram 23,4 milhões de euros.

Relativamente aos rendimentos de taxas e comissões de fundos mobiliários, estes cresceram ligeiramente face a 2019, para os 12.989 milhões de euros. O mesmo aconteceu nos fundos imobiliários. De notar que os valores se apresentam ajustados, porque as “as comissões de comercialização, que até 2019 constituíam uma componente substancial tanto dos proveitos como dos encargos, deixaram ser consideradas nas contas da sociedade, passando a ser pagas pelos fundos de investimento diretamente à Caixa Geral de Depósitos”.

Fonte: Relatório e Contas Caixa GA 2020

Novos fundos e incorporação ESG

Para 2021 a entidade foca-se em algumas prioridades estratégias, que enumera também no documento. Destaque por exemplo para a “simplificação da oferta através da liquidação de fundos de investimento e imobiliários não estratégicos bem como da fusão e criação de novos fundos”. Mas ainda também para o “aprofundamento da incorporação de fatores ESG na política de investimento das carteiras geridas”.