A intervenção massiva dos bancos centrais, em conjunto com outros fatores, como o comportamento em massa dos investidores, distorceram as correlações normais entre as classes de ativos patentes na teoria clássica. Quando não estávamos à mercê dos movimentos dos bancos centrais tínhamos que nos manter atentos ao que se ia sucedendo na economia. Quando melhoravam as estimativas de crescimento, melhoravam as previsões de rentabilidade das ações e o preço das obrigações baixava. Cria-se assim uma correlação negativa entre ações e obrigações. É verdade que no mundo pre-Lehman Brothers, alguns picos de inflação causaram alterações na correlação habitual, mas nos últimos anos a situação mudou completamente. Depois do colapso do gigante bancário norte-americano, os EUA introduziram três rondas de flexibilização quantitativa e a Europa fez o mesmo, três anos depois. Segundo explica Andrea Delitala, gestor da Pictet Multi Assets Global Opportunities, tudo isto gerou uma grande distorção.
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