A correção registada pelo mercado de obrigações desde o final do mês de abril fez com que o interesse dos investidores pelas estratégias de retorno absoluto seja hoje maior do que nunca. “Os clientes institucionais mostram-se muito receptivos a soluções que forneçam uma certa descorrelação às suas carteiras, algo natural tendo em conta o atual contexto nas obrigações. O retorno absoluto não é uma solução mágica, mas sim uma solução interessante em termos de rentabilidade ajustada ao risco”, dizia Sasha Evers, diretor geral da BNY Mello IM para Ibéria. No entanto, o especialista explica que na altura de selecionar as estratégias convém ser muito cuidadoso visto que existe uma maior dispersão em termos de rentabilidades. “São estratégias cujo resultado depende mais da habilidade do gestor. A gestão do risco é especialmente importante quando o teu benchmark é a liquidez e não podes “segurar-te” ao índice, afirma.
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