Gestão de patrimónios reflete saída da BMO GAM do segmento, em julho

BMO GAM, Gestão de patrimónios reflete saída da BMO GAM do segmento, em julho
Créditos: Nick Fewings (Unsplash)

Não era propriamente uma novidade que a BMO GAM iria deixar de executar a sua atividade de gestão discricionária em Portugal. A notícia oficial aconteceu em março passado, quando a entidade confirmava à FundsPeople que a Ageas - o seu cliente em Portugal – tinha comunicado a “intenção de passar a executar internamente a gestão de ativos das diversas soluções de investimento do grupo em Portugal”. Nessa altura, a BMO GAM dava então como prazo julho de 2021 para continuar a fornecer os serviços à Ageas, e a transição estar concluída.

Assim foi. Os números de julho da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) confirmam a saída da BMO GAM do segmento.

Nesse sentido, a quebra do montante registado em julho nos volumes geridos pelo segmento aparece justificada por esta saída. Os dados da APFIPP1, mostram que a 31 de julho de 2021 o valor das carteiras sob gestão discricionária se situavam nos 28 116,2 milhões de euros.

BMO GAM, Gestão de patrimónios reflete saída da BMO GAM do segmento, em julho
Fonte: APFIPP, julho de 2021.

Em termos de crescimento no sétimo mês do ano, são duas as entidades que se destacaram. Por um lado, em termos percentuais, a Bankinter Gestion Activos - Suc. Portugal registou um avanço de 3,4% no montante gerido, correspondente a 22,5 milhões de euros. Por outro lado, em termos absolutos, o destaque foi da Caixa Gestão de Ativos. No mês a APFIPP reporta um crescimento de 85,5 milhões de euros, ou seja, um incremento de 0,9%.

Quando o olhar é sobre o ano de 2021, a LYNX Asset Managers é a entidade com maior crescimento percentual, no caso 168,2%. Em termos absolutos, por sua vez, a BPI Gestão de Activos registou um crescimento de 496,9 milhões de euros.

1 A 31 de julho de 2021 são considerados os valores sob gestão discricionária de 10 sociedades gestoras de patrimónios (SGP) e sociedades gestoras de organismos de investimento coletivo (SGOIC), cujos montantes geridos, naquela data, de acordo com dados da CMVM, representavam 80,1% do valor total de gestão individual de ativos em Portugal.