Depois de anos em que o rendimento fixo permaneceu na periferia das carteiras, o contexto mudou de forma estrutural. Para Myles Bradshaw, head of Global Aggregate Strategies da J.P. Morgan Asset Management, para compreender verdadeiramente o cenário obrigacionista atual é necessário “dar um passo atrás e olhar para as valorizações num horizonte de longo prazo, diria de pelo menos trinta anos”. É a partir desta perspetiva que 2022 surge como um ponto de viragem: “A forte subida das taxas trouxe de volta para território positivo as yields reais, ou seja, o income líquido da inflação esperada”. Nos Estados Unidos, em particular, “voltámos a níveis muito próximos das médias históricas, em patamares semelhantes aos anteriores à crise financeira global”.
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