Não se morreu do remédio em MiFID II

pequeno almoço bancas privadas
Vítor Duarte

Ler, interpretar, perceber. Esta foi uma das dinâmicas mais exigidas no processo de implementação de MiFID II por parte das entidades financeiras, e a banca privada não foi exceção. Contudo, esse não foi de todo um processo linear, principalmente no que à interligação com o regulador diz respeito. Pelo menos assim Rui_II_BBVAo comprovaram as entidades desta área de negócio num pequeno-almoço recente organizado pela FundsPeople.  Do BBVA Portugal, Rui Corrêa d’Oliveira lembra que tanto o regulador como a CMVM “tinham os mesmos textos para trabalhar”, mas quando existia um pedido de ajuda esse tardava. “Não porque não a quisessem dar, mas porque também tinham dificuldade em interpretar”, explica o especialista, que sentia “alguma ambiguidade nos textos”. Do regulador, recorda, ouvia: “Terão de agir segundo o queestá na lei”, lembra. Tudo isso gerou, na opinião de todos os presentes, alguma falta de harmonização entre bancos, em processos como a perfilagem de clientes, por exemplo.

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