O que está por detrás das taxas negativas da dívida soberana?

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LendingMemo, Flickr, Creative Commons

O que parecia ser uma exceção está a tornar-se numa situação cada vez mais comum. Os investidores não só não exigem um rendimento positivo na sua aposta em obrigações soberanas alemãs, como, num aparente absurdo movimento, estão dispostos a pagar juros aos seus devedores. Na verdade, as obrigações alemãs situam-se em terreno negativo até aos dez anos (desde os -0,66% a dois anos até aos -0,11% a dez anos). À primeira vista podemos pensar que este é um comportamento irracional. No entanto existem várias razões que explicam esta situação pouco comum, que, para além disso, se estende a outras obrigações soberanas, como é o caso das francesas. É o que reflete este gráfico da Legg Mason Global AM no qual se recolhem as rentabilidades reais (descontada à inflação) das obrigações soberanas das quinze maiores economias:

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