A cimeira da desesperança

_C3_ADndice22
JPS

A época estival aparentou trazer à UE bom-senso e, sobretudo, adopção de efectivas medidas que conduzissem à superação do que, começando por ser uma crise de dívidas soberanas, depressa se generalizou e transformou numa crise do euro e dos seus mecanismos de governação, numa crise económica e numa gravíssima crise social ilustrada por mais de 25 milhões de desempregados. A cimeira de Junho pareceu superar as proclamações e semânticas e partir para a adopção de um conjunto de medidas que nos domínios da união bancária, fiscal e orçamental e da união política dotassem a UE de um verdadeiro «poder de fogo» para enfrentar as ameaças dos mercados. Depois, o Tribunal constitucional alemão – embora com alguns condicionalismos – deu luz verde à participação da Alemanha no MEE. No mesmo dia, Durão Barroso quis recuperar alguma iniciativa política e avançou com a ideia de evolução da UE para uma Federação de Estados-Nação, conceito que, carecendo de aperfeiçoamentos, tem a virtualidade de enquadrar o debate político que se impõe. Finalmente, o BCE assumiu a disponibilidade para a compra de dívida soberana dos Estados da eurozona nos mercados secundários. Indubitavelmente, criou-se um clima que legitimou alguma esperança.

Este é um artigo exclusivo para os utilizadores registados da FundsPeople. Se já estiver registado, aceda através do botão Login. Se ainda não tem conta, convidamo-lo a registar-se e a desfrutar de todo o universo que a FundsPeople oferece.